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22/03/2026 00:01
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O show no domingo (22) é a segunda apresentação do rapper no Brasil. Ele veio em 2011, com o coletivo Odd Future, para o festival SWU, em Paulínia (SP). Em 2018, cancelou sua vinda para o Lollapalooza Brasil por “questões pessoais”.
Mais de uma década depois da sua "estreia" em terras brasileiras, teremos a chance de assistir a um novo Tyler. E isso é uma ótima notícia.
Com um som mais maduro e uma estética que o tornou uma espécie de ponte entre o rap e o pop norte-americano, a expectativa é de encerrarmos o Lolla com um dos melhores shows de hip-hop da atualidade.
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O Tyler do passado
Tyler Gregory Okonma nasceu na Califórnia (EUA) e iniciou na música como líder do coletivo Odd Future, lá no final dos anos 2000 e começo dos 2010. Seu nome artístico tem ligação com as redes sociais do início da década passada.
"Eu tinha três MySpaces. Um deles eu publicava meus desenhos e uns beats que eu fazia à época. E o nome dessa página eu coloquei Tyler, The Creator, porque não consegui pensar em outra coisa. Essa página começou a ficar popular e daí assumi esse nome artístico. Não foi nada planejado", disse em entrevista ao programa de Jimmy Kimmel, em 2015.
De início, o som de Tyler – e do Odd Future, como um todo – era duro, tendo letras com muitos palavrões e sexo explícito.
Volta e meia o rapper estava envolvido em polêmicas: passando por uma das rimas de “Tron Cat”, que cita o estupro de uma mulher grávida, pelo videoclipe de “Yonkers”, onde ele come uma barata e, ao final, se suicida, além de uma série de ofensas sexistas direcionadas a Selena Gomez (anos depois, ele lançou “Manifesto”, música em que pede desculpas à atriz).
Por conta das composições, digamos, viscerais, alguns críticos tentavam enquadrar o som produzido por ele e outros membros do coletivo no subgênero “horror-core”, algo que sempre foi rechaçado pelo artista.
As performances extravagantes nos palcos e essa espécie de alterego sedento por chocar a sociedade marcaram essa primeira fase da carreira de Tyler. Obviamente, isso fez com que ele angariasse fãs e haters do seu trabalho, principalmente das suas letras.
Tyler, the Creator: o líder por trás do coletivo de hip-hop Odd Future Wolg Gang Kill Them All durante show no SWU em 2011
Gustavo Miller/G1
“Na verdade, eu só estou me divertindo. Sou jovem, e quando você é jovem acaba encontrando coisas que te interessam. Leio livros sobre assassinos em série, estupro e coisas assim, então minha cabeça está meio cheia disso no momento. Eu não sou um assassino em série”, disse em entrevista para a revista “SPIN”, em 2011.
"Se você leva isso a sério, ou você é velho demais ou não teve uma infância boa e leva a vida a sério demais. Algumas pessoas simplesmente ficam aí levando as coisas a sério demais."
As mudanças do tempo
Com o passar do tempo, o som do rapper foi ficando mais sóbrio. Melodias mais sofisticadas, uma aproximação maior com o R&B e letras mais diversas e menos chocantes.
A sequência “WOLF” (2013), "Flower Boy" (2017) e "Igor" (2019), com "Cherry Bomb" (2015) perdido no meio do caminho, mostrou um Tyler como um artista muito mais completo e até mesmo dialogando com o pop, como no caso de "EARFQUAKE", principal single de "IGOR".
“Eu não sou quem eles [fãs] conheceram aos 20 anos. Eu nem sou quem eu era há um ano. Quando eles dizem: 'Eu quero a versão antiga', eu sei que é porque eles ainda estão lá. Mas eu não estou. E tudo bem, porque minha identidade não reside em uma versão de mim mesmo.”
O Tyler do presente
Clipe de “Stop Playing With Me” de Tyler, the Creator
Divulgação
Em 2024 e 2025, Tyler lançou álbuns com propostas completamente diferentes. “CHROMAKOPIA” é seu trabalho mais experimental, e “DON'T TAP THE GLASS” vai por um caminho mais despretensioso, sem grandes elaborações. "É para a galera dançar. E só", ele explicou.
Na temporada atual de premiações, foi interessante ver como a indústria tentou encaixar os dois álbuns. Ambos concorreram ao Grammy, mas “CHROMAKOPIA” concorreu a Álbum do Ano e Melhor Álbum de Rap, enquanto “DON'T TAP THE GLASS” disputou na categoria de Melhor Álbum Alternativo.
Montagem das capas dos álbuns 'GNX' de Kendrick Lamar e 'Chromakopia' de Tyler, The Creator
Reprodução / divulgação
A vitória – a terceira de Tyler no Grammy – veio numa categoria inédita. “CHROMAKOPIA” venceu como Melhor Capa de Álbum.
Os fãs devem assistir a um show que mistura muito dos últimos dois álbuns. Levando em consideração os shows na Argentina e Chile, o cantor não desembolsou muito dinheiro para investir em um palco super produzido. Não devemos ter muita pirotecnia.
Diferentemente das últimas apresentações de rappers em grandes festivais no Brasil – caso de Travis Scott e Don Toliver no The Town –, o som de Tyler é bem mais maduro e seus shows também. O excesso de auto-tune é substituído por uma mistura de rap que dialoga com o pop atual, tem bons elementos de R&B. Quem assistir vai, provavelmente, dançar mais do que pular.