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Mulheres são destaque nas operações dos sistemas de água e esgoto da Prolagos
Prolagos foca na equidade de gênero como pilar da cultura da empresa
Divulgação/Prolagos
Da captação ao tratamento, passando pelo controle rigoroso da águ...
24/03/2026 00:03
Mulheres são destaque nas operações dos sistemas de água e esgoto da Prolagos (Foto: Reprodução)
Prolagos foca na equidade de gênero como pilar da cultura da empresa
Divulgação/Prolagos
Da captação ao tratamento, passando pelo controle rigoroso da água que abastece a população até tratamento do esgoto: a operação da Prolagos tem rosto, e ele é feminino. Indo na contramão de um mercado de trabalho historicamente masculino, a concessionária, que atua em cinco municípios da Região dos Lagos, foca na equidade de gênero como pilar de sua cultura.
Celeste Lemos, coordenadora de Operações e responsável pela Estação de Tratamento de Água (ETA), sete Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) e o Laboratório de Controle de Qualidade, é pioneira no segmento: foi a primeira operadora de ETE da empresa em 2019.
“No primeiro momento, vi como um desafio próprio, não só de superação, mas de fato fazer parte do mercado de trabalho numa área onde teoricamente era mais voltada para homens. A gente tem condição de trabalhar igualmente trazendo o resultado. E isso aos poucos vai vencendo qualquer tipo de obstáculo ou resistência. Mas não por força, e sim por entendimento que o local e a atuação não são determinados pelo gênero, mas pelo que a pessoa quer entregar”, disse Celeste, que é engenheira ambiental.
Celeste Lemos foi a primeira operadora de ETE da empresa em 2019
Divulgação/Prolagos
Como forma de continuar esse movimento, Celeste conta com especialistas mulheres em sua equipe que cuidam de etapas fundamentais das operações dos sistemas de água e esgoto, desde o tratamento em si até a realização de mais de 15 mil análises laboratoriais mensais de qualidade da água. Uma delas é Taiane Lacorte, operadora de Estações de Tratamento de Esgoto, que há pouco mais de um ano aceitou o desafio de seguir o legado de sua coordenadora.
“Eu sempre tive um sonho de trabalhar com meio ambiente, sempre quis fazer algo que mudasse a realidade de alguém. E acho que tratando o esgoto das pessoas consigo mudar o meio ambiente e a qualidade de vida de São Pedro. Estamos mostrando que viemos para crescer. Ser mulher no saneamento é ocupar o nosso lugar direito e mostrar que nós temos capacidade”, comenta Taiane, que participou de todo o início da operação da ampliação da Estação de Tratamento de Esgoto de São Pedro da Aldeia em 2025.
Taiane Lacorte é operadora de Estações de Tratamento de Esgoto
Divulgação/Prolagos
A representatividade da empresa vem desde sua alta gestão, com mulheres que inspiram e desenvolvem outras. A liderança da Prolagos é composta 40,5% por mulheres, entre elas Aline Póvoas, Diretora-executiva, e Roberta Moraes, Executiva Institucional, ambas cabo-frienses, que hoje estão à frente de mais de 400 colaboradores e inspiram a Suani Lima, coordenadora de Engenharia, que encontra nas duas referências de crescimento.
“Quando cheguei na Prolagos, me marcou muito uma situação. Uma outra colega de trabalho falou que ficou feliz de ver uma mulher, uma mulher negra, na coordenação da engenharia. Mesmo que seja para uma pessoa, você está fazendo a diferença, você está inspirando alguém. Isso dá uma satisfação muito grande, sabe?”, relata Suani, engenheira ambiental e sanitarista, que hoje atua diretamente com os projetos do pacote de mais de R$450 milhões de investimentos que a concessionária está realizando.
Suani Lima é coordenadora de Engenharia e atua nos projetos do pacote de R$ 450 milhões em investimentos da concessionária
Divulgação/Prolagos
Em toda a operação dos sistemas de água e esgoto da Prolagos, novas posições vêm sendo conquistadas por profissionais mulheres. É o caso de Roberta Valadares, que há dois meses assumiu o desafio de integrar o time de operadores do Centro de Controle Operacional (CCO). No local, milhares de dados são monitorados em tempo real, abrangendo as etapas de captação, tratamento e distribuição de água, além da coleta e tratamento de esgoto.
“Quando descobri que era a primeira operadora mulher na função, fiquei muito lisonjeada por ter sido escolhida. Foi um sentimento de felicidade, mas também de muita responsabilidade. Ser a primeira mulher nesse espaço é uma forma de mostrar que nós mulheres também temos capacidade, dedicação e competência para atuar em áreas que, por muito tempo, foram vistas como masculinas”, afirma Roberta, que hoje abre caminhos para outras mulheres assim como Celeste fez.
Roberta Valadares é a primeira mulher operadora do Centro de Controle Operacional (CCO) da empresa
Divulgação/Prolagos
Com a valorização das profissionais em diversos cargos dentro da empresa e 40,5% da liderança sendo mulheres, a Prolagos sai na frente no compromisso assumido pela Aegea, grupo qual a concessionária faz parte. Em 2022, a companhia estabeleceu metas públicas de diversidade com o compromisso de alcançar 45% de mulheres na liderança até 2030.
“Ver mulheres ocupando esses cargos estratégicos e operacionais reafirma a responsabilidade da Prolagos não só com metas, mas com uma mudança do perfil do segmento como um todo. É uma honra liderar esse time de profissionais competentes que vivem para transformar e cuidar de toda a Região dos Lagos”, celebra Aline Póvoas, diretora-executiva da empresa.