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Jairinho e Monique Medeiros no banco dos réus pela morte de Henry Borel Brunno Dantas/TJRJ As defesas dos réus pela morte do menino Henry Borel, de 4 anos, em 2021, elaboraram diferentes estratégias para tentar a absolvição no júri popular que começa nesta segunda-feira (23). Os advogados de Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, apostam na contestação de provas periciais para tentar absolver o réu e na falta de acesso a outros elementos da investigação para, ao menos, adiar o júri. Já a defesa de Monique Medeiros pretende provar no Tribunal do Júri que ela não tinha conhecimento das agressões contra o filho e que vivia sob uma rotina de violência nas mãos de Jairinho, apontado por ela como o responsável pela morte de Henry. Segundo sua defesa, Monique vem enfrentando uma depressão com a proximidade do julgamento. Os advogados querem provar aos jurados que Jairinho, além de cometer o crime, atuou para calar testemunhas do processo, e que a babá Thayná de Oliveira Ferreira seria cúmplice de Jairinho em episódios de tortura. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça A babá, intimada como testemunha, não foi encontrada pela Justiça na semana anterior ao júri. A defesa de Jairinho afirmou que não teve acesso ao notebook de Leniel Borel, apesar de o material ter sido solicitado ao longo do processo. Segundo os advogados, o computador pode conter provas de que Leniel teria combinado com peritos uma estratégia para incriminar o ex-vereador. Na quinta-feira (19), após uma audiência que durou quase 4 horas, a juíza Elizabeth Machado Louro deferiu acesso ao equipamento, que estava no Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE). A defesa, no entanto, afirma que não tinha visto o material até a tarde de sexta-feira (20). “Como a gente não recebeu o conteúdo dos documentos, fica inviabilizado o julgamento. Como você vai fazer o julgamento sem ter acesso a tudo? É uma situação um pouco delicada”,, disse o advogado Rodrigo Faucz. O filho de Jairinho, Luís Fernando Abidu Figueiredo Santos, é advogado e está na sua equipe de defesa. Ele é um dos responsáveis por visitar o pai diariamente no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, na unidade prisional popularmente conhecida como Bangu 8. “A juíza Elizabeth autorizou que a defesa entrasse dentro do presídio com os notebooks, com os processos, com as provas digitais, para que a gente possa debater tudo com ele”, afirmou o advogado Fabiano Tadeu Lopes. Os advogados de defesa avaliam a possibilidade de ir até o apartamento onde Henry morreu, em um condomínio na Zona Sudoeste, com os 7 jurados do Conselho de Sentença. “Para que os jurados vejam o apartamento, a distância de um quarto para outro, como o som se propaga, até por causa dos outros dias que alegam que houve tortura no apartamento”, explicou o advogado Zanone Júnior. Defesa de Jairo questiona laudos Jairinho em três momentos: ainda vereador, ao ser preso e na audiência na Justiça Reprodução A defesa de Jairinho alegou diversas vezes, no curso do processo, que os diferentes laudos apresentados pela perícia para comprovar as causas da morte de Henry Borel tinham contradições entre si, com respostas antagônicas em curto intervalo de tempo. Os advogados alegam que obtiveram mensagens, a partir do relatório do aplicativo israelense Cellebrite, que demonstrariam que o perito conversou com a então chefe do Instituto Médico-Legal (IML) do Rio antes de finalizar um dos laudos de Henry. Para a defesa, a conversa levou a uma mudança no documento para favorecer a acusação. “O conteúdo das mensagens comprova, sem quaisquer dúvidas, que os laudos de necropsia foram manipulados por interesses de terceiros. Pelo menos, os laudos elaborados semanas depois da necropsia e após as conversas extraídas dos celulares de Leniel e de seu advogado deverão ser anulados”, argumentou Rodrigo Faucz. Segundo a defesa, o perito legista Leonardo Tauil admitiu, em uma audiência de instrução do caso, que alterou um dos laudos, elaborado em 20 de abril de 2021, após contato com a então chefe do IML. De acordo com o advogado, o risco é de anular o júri. “Se esses laudos forem utilizados no júri, acarretará a nulidade do julgamento, gerando um grande gasto público, pois o júri terá de ser realizado novamente”, pontuou Faucz. “A prova é muito objetiva. A fraude aconteceu. Se tratar isso da forma que merece, esses laudos são nulos. Não se aproveita um laudo que foi feito dentro de uma perspectiva de parcialidade. Não se pode condenar pessoas em uma fraude no que é mais importante nesse processo, que é a materialidade do crime”, disse Fabiano Lopes. Para Rodrigo Faucz, há elementos para dizer que a criança não morreu devido a agressões de Jairinho. “A gente está dizendo que a criança comprovadamente não foi vítima de agressões”, afirmou Faucz. Durante as conversas da reportagem do g1 com a defesa de Jairo, os advogados voltaram a citar um argumento usado na época da audiência de instrução na Justiça de que a criança pode ter morrido devido a manobras de ressuscitação no Hospital Barra D'Or. Morte de Henry Borel: relembre o caso até as audiências Os advogados também citaram um vídeo que mostra Jairinho e Monique dentro do elevador do condomínio Majestique, na Barra da Tijuca, com a criança no colo. Jairinho tenta fazer respiração boca a boca no menino. Segundo a defesa, isso provaria que a criança estava viva naquele momento. A Polícia Civil e o Hospital Barra D'Or, no entanto, dizem que Henry já chegou morto à unidade de saúde. Monique está deprimida, dizem advogados A pedagoga Monique Medeiros, mãe do menino Henry Borel, de 4 anos, depõe durante audiência no plenário do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), no centro da cidade, nesta quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022. Mauricio Almeida/Estadão Conteúdo A pedagoga Monique Medeiros está presa no Presídio Talavera Bruce e vem sendo preparada diariamente para o júri. Segundo o advogado Hugo Novais, que integra a defesa, Monique ficou meses sem acesso ao processo. “Ficamos quase dois meses sem esse direito. O juízo teve que diversas vezes reiterar ofícios para a Secretaria de Administração Penitenciária. Há um mês, voltamos a ter esse atendimento pessoal. Agora estamos fazendo a visita todos os dias, levando o caderno processual”, afirmou Hugo. Monique Medeiros volta à cadeia de Benfica Monique chegou a deixar a prisão após uma decisão da Justiça em 2022, mas voltou a ser presa em 2023 após determinação do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Os advogados dizem que o estado mental dela com a proximidade do julgamento é de fragilidade. “A Monique já vinha tendo um quadro de depressão. Agora, além de tudo, ela está revivendo a perda do filho. E ela estará próxima da pessoa responsável pela morte do filho dela, da pessoa que praticou violência com ela ao longo do relacionamento”, afirmou Florence Rosa. A defesa vai tentar demonstrar que Monique não se omitiu no dever de proteger o filho. Para os advogados, Jairinho e a babá foram responsáveis pela morte do menino. Convocada como testemunha de Monique, a babá apresentou 3 versões diferentes sobre o crime. Na 1ª, negou saber de qualquer agressão. Na 2ª, afirmou que Monique pediu que ela mentisse à polícia, e que a patroa sabia do crime. Ela ainda narrou 3 episódios de tortura cometidos por Jairinho em fevereiro de 2021. Na 3ª, em audiência, disse que não sabia das agressões de Jairinho e que teria se sentido usada por Monique. Para a defesa de Monique, Thayná foi coagida por Jairinho a mentir em juízo e não revelou outros episódios de agressão contra Henry. “A babá deveria ter respondido por tortura, porque ela estava presente nos três episódios. Ela, em conversas com o namorado, com o pai, ela diz que a Monique não sabia, e inclusive fala de episódios de agressão que ela não enviou para a Monique”, revelou a advogada. Segundo Florence, sua cliente não estava acordada no horário em que teriam ocorrido as agressões que causaram a morte de Henry. “E durante o momento que acabou culminando na morte do Henry, a Monique estava dormindo porque ela tinha sido dopada, disse Florence.