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O ex-governador Wilson Witzel em Brasília em maio de 2019 Claudio Andrade/Câmara dos Deputados O ex-governador Wilson Witzel lançou nesta segunda-feira (8) sua pré-candidatura ao governo do Rio de Janeiro pelo Partido Democratas. O anúncio foi feito durante evento na sede da legenda e marcou o retorno do ex-juiz federal ao cenário eleitoral fluminense após o período de inelegibilidade decorrente do impeachment que sofreu em 2021. 📱Baixe o app do g1 para ver notícias do RJ em tempo real e de graça Durante o discurso, Witzel adotou um tom de enfrentamento político e fez referência à sua saída do Palácio Guanabara. “Eles me derrubaram, mas não me quebraram”, afirmou. O ex-governador também defendeu a retomada de políticas implementadas durante sua gestão e convocou a população a “retomar o Rio”. Agora no g1 Entre as principais propostas apresentadas na pré-campanha estão a adoção de uma política de segurança baseada na tolerância zero ao crime, a criação de 100 escolas cívico-militares e a implantação de uma Secretaria Estadual de Capelania. Witzel também defendeu a valorização dos servidores públicos e afirmou que o estado não pode ficar sob influência do crime organizado. Ao citar realizações de seu governo, o ex-governador mencionou a concessão da Cedae e medidas relacionadas à administração do Maracanã. Segundo ele, essas ações demonstrariam a capacidade de promover mudanças estruturais na gestão estadual. Quem é Witzel Natural de Jundiaí (SP), Wilson José Witzel, de 58 anos, foi defensor público no Rio de Janeiro antes de ingressar na magistratura federal. Em 2018, deixou o cargo de juiz federal para disputar o governo do estado, sendo eleito naquele ano. Em agosto de 2020, Witzel foi afastado do cargo por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no âmbito de investigações sobre suspeitas de irregularidades em contratos firmados durante a pandemia de Covid-19. Entre os casos investigados estavam contratações envolvendo organizações sociais responsáveis pela gestão de unidades de saúde e hospitais de campanha. O ex-governador sempre negou irregularidades e afirma ser inocente. Em abril de 2021, o Tribunal Especial Misto formado por deputados estaduais e desembargadores decidiu, por unanimidade, pelo impeachment de Witzel por crime de responsabilidade. A decisão resultou na perda definitiva do mandato e na inelegibilidade por cinco anos. Posteriormente, o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a condenação. Desde então, o ex-governador tenta reverter judicialmente os efeitos da decisão. Durante o lançamento da pré-candidatura, sua assessoria distribuiu uma certidão emitida pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF-2) informando não haver ações ou execuções cíveis e criminais em seu nome no âmbito daquela corte. O documento, entretanto, ressalta que a informação se refere exclusivamente aos processos vinculados ao TRF-2 e não alcança decisões da Justiça estadual, como a que resultou em seu impeachment.