Pedestre morre atropelado por carreta na Rodovia Cônego Domênico Rangoni; VÍDEO
Pedestre morre após ser atropelado por carreta na Rodovia Cônego Domênico Rangoni Uma pessoa, cuja identidade ainda não foi divulgada, morreu após ser atro
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Casal é vítima de homofobia dentro da vagão na Linha 4-Amarela, em SP Um casal foi vítima de homofobia dentro de um vagão da Linha 4-Amarela, em São Paulo...
Casal é vítima de homofobia dentro da vagão na Linha 4-Amarela, em SP Um casal foi vítima de homofobia dentro de um vagão da Linha 4-Amarela, em São Paulo, na manhã de sábado (6), véspera da Parada do Orgulho LGBT+. Um passageiro passou a gritar ofensas contra os dois após um deles se sentar no joelho do marido. A agressão verbal foi gravada por uma das vítimas. (Veja acima.) Em entrevista ao g1, uma das vítimas contou que vem sofrendo com os impactos emocionais do episódio. "Estou tendo muitos pesadelos depois disso. Eu achei que eu não ia ficar tão impactado com isso, mas eu fiquei", disse. Ele também afirmou que evita rever as imagens da agressão. "Toda vez que eu vejo [o vídeo], começo a tremer. Estou tremendo até agora." Nas imagens, o homem aparece gritando ofensas homofóbicas: "vocês têm que me respeitar. Eu respeito vocês, cara, porra. Não pode ser assim as coisas. Porra, está de brincadeira. Porra, tudo tem limite na vida. Você gostaria dois homens sentados do seu lado? Que isso cara. Porra, meu, levanto de madrugada e vem fazer essa palhaçada do meu lado, porra." Durante o ataque, nenhum passageiro interveio para ajudar o casal. As pessoas observam a cena em silêncio no vídeo, algumas até dando risada. Henrique* contou ao g1 que ele e o marido voltavam de um festival de música eletrônica no Autódromo de Interlagos, na Zona Sul da capital. Segundo ele, os dois saíram do trabalho direto para o evento e, de madrugada, caminharam mais de 6 km até chegar ao transporte público, por isso estavam cansados. Após embarcarem na Linha 9-Esmeralda, o casal fez baldeação para a Linha 4-Amarela. Já na estação Pinheiros, por volta das 5h, Henrique encontrou um assento vazio e se sentou. Segundo ele, o marido se sentou por alguns instantes na ponta de seu joelho para descansar. "Ele não sentou no colo. Ele sentou na ponta do meu joelho e ainda sentou meio de lado. Só que eu já ia falar para ele levantar, porque não estava dando, estava muito pesado. E esse senhor [que aparece no vídeo] estava sentado exatamente do meu lado", conta. Homem comete ataque homofóbico contra casal na Linha 4-Amarela. Montagem/g1/Arquivo pessoal Segundo Henrique, o homem — que ainda não foi identificado — passou a questioná-lo sobre a situação. "Ele perguntou se eu estava cansado. Eu respondi que sim e expliquei que meu marido estava sentado só um pouquinho e já iria levantar", disse. Ainda de acordo com a vítima, o homem então se levantou e começou a gritar, tentando insuflar outros passageiros contra o casal. Inicialmente, algumas pessoas imaginaram que a discussão era por assento. "Acho que rolou essa confusão. Depois, as pessoas entenderam que era homofobia, mas ninguém fez nada. Até chegar nesse momento, ele começou a gritar e a insuflar as pessoas que estavam gritando contra a gente também", relatou. A gente não se beijou. A gente não fez carinho, nada. Ele somente sentou na ponta do meu joelho. Eu acho que isso não é agressão a ninguém. Nada justifica aquela agressão que a gente sofreu. E eu percebi na cara das pessoas que elas não me apoiavam. E algumas olhavam com um olhar recriminador pra mim, mas não falavam nada. Com medo de sofrer uma agressão física, Henrique disse que decidiu não reagir nem permitir que o marido respondesse ao agressor. Quando a composição passou pela estação Oscar Freire, o casal mudou de vagão. O agressor, por sua vez, permaneceu no trem e desceu apenas na estação Paulista. Procurada, a Motiva, que administra a Linha 4–Amarela, disse que "lamenta o ocorrido e repudia veementemente qualquer forma de discriminação". A concessinária também informou que não foi acionada para a ocorrência. Em casos de discriminação, a empresa orienta os passageiros a procurarem agentes das estações para que as vítimas recebam apoio e as providências cabíveis sejam adotadas. "A concessionária destaca que suas equipes são continuamente capacitadas para acolher as vítimas, oferecendo o suporte necessário, e que promove ações permanentes de conscientização junto aos clientes", disse em nota. *Nome da vítima foi alterado para preservar sua identidade