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Último capítulo de série especial do JN exalta criatividade dos jogadores brasileiros

Série do Jornal Nacional exalta a essência do futebol brasileiro; hoje o tema foi Criatividade Um jogo de futebol tem elementos previsíveis: jogadas ensaiada...

Último capítulo de série especial do JN exalta criatividade dos jogadores brasileiros
Último capítulo de série especial do JN exalta criatividade dos jogadores brasileiros (Foto: Reprodução)

Série do Jornal Nacional exalta a essência do futebol brasileiro; hoje o tema foi Criatividade Um jogo de futebol tem elementos previsíveis: jogadas ensaiadas, esquemas táticos, tudo em nome da eficiência. Mas alguns jogadores trazem um colorido diferente: imaginação, invenção, o efeito surpresa que deixa a multidão deslumbrada. Parece mágica, mas é criatividade, tema do último capítulo da série especial do Jornal Nacional que fale dos principais atributos da Seleção Brasileira na sua trajetória de conquistas. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Vamos supor que você esteja recebendo a bola na entrada da área do time adversário. Tem três boas opções na jogada: tocar para o lateral, que está na linha de fundo, ou recuar para dois meio-campistas, que estão livres. O que fazer? Claro, existe também uma outra saída, que envolve um chapéu, um toque de calcanhar e um chute sem defesa. Algo improvável, criativo. Você pode não ter pensado nisso, mas foi o que Ronaldinho Gaúcho fez. "Desde criança, driblando minha irmã, driblando minha mãe, sempre imaginando que estavam acontecendo jogadas", ele lembra. Ronaldinho Gaúcho Reprodução/TV Globo A magia do bruxo brotava da imaginação: Ronaldinho se permitia criar com fantasia, sem amarras. Depois, testava as ideias na prática. Assim, acumulou na cabeça um arsenal de jogadas inesperadas. Na hora do jogo, elas naturalmente vinham à tona, para desespero dos rivais. "Tem jogadas que você treina muito, que ensaiou com os companheiros. E, às vezes, tem jogadas que é improviso puro". Entra também o peso da tradição. Ronaldinho cresceu vendo craques na Seleção que decidiam confrontos com base em escolhas ao mesmo tempo inusitadas e eficientes. "Ter um jogador com característica de drible, de criar jogadas ofensivas, acho que sempre é um trunfo a mais", avalia. O esquema tático da seleção do tricampeonato, em 1970, era de um time ofensivo que tinha apenas uma peça encarregada da proteção defensiva no meio campo: o número 5, o volante Clodoaldo. Brasil versus Itália, final da Copa: bola recuada para o Clodoaldo, com pressão dos italianos. Ele tinha o Gerson ao lado, e a chance de isolar e mandar lá na arquibancada. O que fazer? "A criatividade nasce espontaneamente, como nasceu naquele momento. Eu me vi pressionado e fui fazendo o balé. Eu tirei todo o time da Itália de ação. Em termos de conjunto, de coletividade, de time de futebol, é o gol mais bonito de todas as Copas", conta Clodoaldo, em referência ao gol de Carlos Alberto Torres na final da Copa de 1970. A criatividade normalmente é associada a passe e dribles, mas ela pode aparecer em situações bem mais simples, corriqueiras. Ao interromper a reportagem, um repórter causa uma surpresa. Mas tudo não passa de uma paradinha, uma artimanha que tirou o sono de muito goleiro em cobranças de pênalti. Uma ideia brasileira, da realeza. Pelé contava que viu colegas usando essa técnica em treinos e decidiu aplicá-la nos jogos, ainda na década de 1960. Desde 2010, a Fifa não permite mais fazer a paradinha no momento do chute, só na corrida de aproximação. A criatividade brasileira nos gramados também surge na base do requinte, da sagacidade de ler movimentos e intenções dos rivais e preparar respostas ágeis. "É muito raciocínio rápido, muita tomada de decisão rápida. Desde o momento do domínio da bola, de monitorar o que estava acontecendo, mapear o que estava acontecendo em minha volta", lembra Denílson. Na partida entre Brasil e Paraguai, em 2001, Denílson estava preso na marcação. Mas conseguiu perceber com a visão periférica a chegada de Arce, um lateral experiente. Em vez de proteger a bola, como muitos atletas fariam, ele resolve exibi-la ao rival. Como uma isca. "Quando eu mostro a bola para ele, eu estou mostrando a bola para ele de propósito. Tipo, vem pegar a bola. Então, quando ele vem afoito para pegar a bola, ele já vem chutando. Cara, o meu gesto é muito sensível com a bola", comenta. A Seleção tem no elenco jogadores com essas características, como Vini Jr. E, na lista final, ganhou o reforço do camisa 10 que mais brindou o país com jogadas inusitadas na última década: Neymar. No caso brasileiro, cinco taças ensinam o caminho: sempre criamos para conseguir vencer. "Se você pegar todos os lances de todas as Copas do Mundo que o Brasil ganhou, tinha ali algum jogador de criatividade ou alguns jogadores de criatividade", avalia Denílson. É algo que as ruas sempre esperam da Seleção em Copas: valorizar a nossa essência. Uma marca genuinamente brasileira de jogar futebol. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional

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