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'Surfistas' de trens causam prejuízo de R$ 13 milhões em dois anos com furtos de açúcar e soja em SP
'Surfistas' de trens causam prejuízo de R$ 13 milhões em dois anos com furtos de açúcar e soja em SP (Foto: Reprodução)

'Surfistas' de trens causam prejuízo de R$ 13 milhões com furtos de açúcar e soja Os 'surfistas de trens', integrantes de uma quadrilha especializada no furto de cargas de farelo de soja e açúcar em Aguaí (SP), causaram um prejuízo estimado de R$ 13 milhões em dois anos de atuação, conforme apurado pela EPTV, afiliada da TV Globo. A Operação Ouro Branco, deflagrada pela Divisão de Investigações sobre Furtos, Roubos e Receptações de Veículos e Cargas (Divecar) do Departamento de Investigações Criminais (Deic), reuniu 29 policiais e prendeu quatro pessoas, na manhã desta terça-feira (17). LEIA TAMBÉM: FLAGRANTE: VÍDEO flagra ladrões 'surfando' em trem para furtar açúcar e soja no interior de SP PRISÕES: Operação contra esquema milionário de furto de açúcar e soja em trens prende 4 no interior de SP Durante as diligências, os agentes apreenderam três carros, um caminhão, uma moto, sacos utilizados no transporte da carga furtada e dois simulacros de arma, além de outros materiais ligados à atuação do bando. Danilo Alexíades, delegado da Deic-SP e responsável pela operação, afirmou que três pessoas foram presas temporariamente durante a ação e que uma quarta pessoa, alvo da investigação durante o cumprimento das buscas, foi presa em flagrante pela posse de três carabinas calibre 32. 📱 Siga o g1 São Carlos e Araraquara no Instagram De acordo com o delegado, no galpão onde era feita a refinaria os policiais encontraram aproximadamente 15 toneladas de açúcar subtraído da linha férrea. A autoridade afirmou que os suspeitos estão sendo indiciados pelo crime de associação e furto de carga. Alexíades explicou que o açúcar era utilizado para a produção de manta asfáltica. "A prisão dessa quadrilha foi importante também para a preservação tanto da população local quanto de outras localidades, uma vez que a gente não sabe qual é o destino que é dado para esse açúcar subtraído. Se ele é vendido para a produção de manta asfáltica ou se ele é vendido para o consumo humano, o que gera muita preocupação", disse o delegado. REVEJA A REPORTAGEM COMPLETA DO EPTV 1: Operação Ouro Branco tem prejuízo estimado em R$ 13 milhões em Aguaí Investigações 'Surfistas' de trem são flagrados furtando carga de soja e açúcar no interior de SP; operação prendeu 4 em Aguaí Reprodução/EPTV Segundo as investigações, os produtos pertencem à concessionária Ferrovia Centro-Atlântica S.A. (FCA/VLI) e são levados do interior paulista com destino ao Porto de Santos, para exportação. Durante o trajeto, os criminosos acessam os vagões em movimento, abrem compartimentos de carga e ensacam o material, que é lançado na linha férrea. Na sequência, outros integrantes do grupo recolhem a carga utilizando veículos e a transportam para galpões e sítios da região. Nesses locais, os produtos passam por um processo de descaracterização antes de serem revendidos no mercado formal, com aparência de legalidade. As investigações apontam que o esquema criminoso tem como alvo principal cargas de commodities, com foco em açúcar e soja, e atua na rota de escoamento do interior paulista até o Porto de Santos. Desde 2023, houve aumento expressivo dos ataques, com prejuízos estimados em milhões de reais por ano. Além das perdas financeiras, a ação da quadrilha também provoca impactos logísticos, como a indisponibilidade de produtos considerados críticos no principal porto do país, gerando gargalos no comércio internacional. Polícia Civil faz operação em Aguaí (SP) contra furto de cargas de açúcar e soja em trens João Victor Neo/EPTV Mais notícias da região: VÍDEO: saiba como é feito o único vinho brasileiro que está entre os 115 melhores do mundo FATALIDADE: Jovem de 18 anos morre após grave acidente em rodovia de Pirassununga LUTO: Morte do atleta Rafael Camarinho durante corrida em trilhas em MG gera comoção Estruturação da quadrilha De acordo com a polícia, a organização criminosa era estruturada em quatro frentes de atuação. A primeira era a equipe de vandalismo, formada por integrantes com conhecimento técnico que atuavam diretamente na ferrovia, sabotando os trens ao cortar mangueiras de ar para forçar a parada das composições, romper lacres e abrir os vagões. A segunda frente era composta por coletores, responsáveis por recolher o açúcar despejado na linha férrea, ensacar rapidamente o produto e levá-lo para áreas de mata. Já a terceira célula atuava na logística e ocultação da carga. Os intermediários pagavam entre R$ 10 e R$ 15 por pessoa envolvida na coleta e transportavam o material em veículos como vans e kombis, armazenando-o em imóveis e sítios da região. Por fim, a quadrilha contava com uma equipe de receptadores, responsável por operar galpões onde o açúcar era limpo, reensacado e inserido novamente no mercado com o uso de notas fiscais fraudulentas, simulando origem lícita. Operação em Aguaí (SP) combate furto de cargas de açúcar e soja em ferrovias Sagui Florindo/Gazeta de Aguaí “O grupo já vinha sendo investigado desde o fim do ano passado, após denúncias de prejuízos milionários. Eles agiam diretamente nos vagões em movimento, retiravam a carga e lançavam na linha férrea para que outros integrantes fizessem o recolhimento”, explicou o delegado Danilo Alexiades, responsável pela ação. O nome da operação faz referência ao alto valor e à facilidade de escoamento dos produtos furtados. “O açúcar, por exemplo, é uma mercadoria que, assim que subtraída, já tem comprador certo. Por isso, a alusão ao ‘ouro branco’, pela liquidez e rápida inserção no mercado”, acrescentou o delegado. As investigações continuam para identificar outros envolvidos no esquema criminoso. O que diz a empresa Em nota, a VLT informou que as equipes de segurança patrimonial realizam rondas constantes e monitoram os ativos da companhia em tempo integral. A empresa informou que, na região do fato, conta com equipes de vigilância 24 horas e seus trens são equipados com sistemas de segurança para garantir a integridade do time envolvido na operação, das cargas transportadas e de vagões e locomotivas. A companhia disse que mantém contato constante com as autoridades de segurança pública por meio de reuniões e comitês especiais com objetivo de mapear soluções para tais ocorrências. REVEJA OS VÍDEOS DA EPTV: Veja mais notícias da região no g1 São Carlos e Araraquara

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