Vinte cidades do Sul do Piauí têm alerta de queda de temperatura de até 5 ºC; veja cuidados
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Chuvas fortes destroem casas em comunidades indígenas Roraima tem ao menos 49 mil pessoas impactadas pelas fortes chuvas em sete dos 15 municípios do estado, ...
Chuvas fortes destroem casas em comunidades indígenas Roraima tem ao menos 49 mil pessoas impactadas pelas fortes chuvas em sete dos 15 municípios do estado, conforme estimativa divulgada nesta terça-feira (2) pela Defesa Civil. Os municípios de Normandia e Uiramutã, ao Norte, concentram a situação mais crítica, com 46 comunidades indígenas isoladas em razão dos alagamentos de estradas. Entre os impactos causados pelas chuvas, estão o isolamento de comunidades após a força da água danificar pontes, estradas e rodovias, além da falta de água potável, energia elétrica, perda de produção rural e de casas destruídas. Em Bonfim, Normandia e Uiramutã, aproximadamente 12,1 mil pessoas estão sem acesso terrestre. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 RR no WhatsApp "Situação ainda muito crítica. Muita chuva na região", disse o chefe da Defesa Civil de Uiramutã, Julimar Sena, que acompanha a situação no município. Até agora, nove municípios já declararam situação de emergência: Bonfim, Uiramutã, Rorainópolis, Normandia, Alto Alegre, São Luiz do Anauá, Amajari, Iracema e Mucajaí. Segundo a Defesa Civil, Iracema, Amajari, Caroebe e São João da Baliza estão em processo para declarar. Ponte sobre rio Cambaru, principal rota de acesso à sede do Uiramutã (RR) foi levada pela água. Reprodução No boletim de monitoramento sobre a situação em todo o estado, a Defesa Civil apontou que Normandia, Uiramutã, Bonfim, Cantá, Amajari, Rorainópolis e Mucajaí concentram os maiores impactos das chuvas. Ao todo, são 44 pontos críticos em estradas e rodovias nestes municípios, com seis bloqueios totais e quatro parciais. Roraima está sob alerta amarelo de chuvas intensas emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A previsão indica chuvas intensas, entre 20 e 30 mm/h ou até 50 mm/dia, ventos intensos (40-60 km/h). Veja como está o cenários nos municípios: Normandia Normandia tem 17,1 mil pessoas afetadas, entre sete comunidades e a sede do município. O plano de resposta da Defesa Civil prevê ações na cidade como a baldeação (transferência de passageiros entre um lugar e outro) nas comunidades indígenas Macaco, Serra Grande, Jibóia, Santa Cruz e Lameiro. Além da distribuição de 58 cestas básicas e 58 filtros ecológicos de 20 litros para as comunidades Santa Cruz, Serra Grande, Lameiro, Reforma e Macaco. O plano inclui ainda o resgate de uma equipe de serviços sociais do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Leste, isolada pelo Rio Maú desde 28 de maio, além de medidas para restabelecer o acesso à comunidade Teso Vermelho, após o rompimento de um bueiro. Segundo a Defesa Civil, o local possui acesso exclusivamente terrestre, sem alternativa aérea. As chuvas intensas registradas elevaram o nível das águas e transbordaram os rios Maú e Cotingo, além dos igarapés Inamará e Juruaquim. Na região do rio Maú, foram registradas 23 famílias desabrigadas e dezenas de casas de adobe danificadas. Uiramutã O município mais indígena do Brasil tem mais de 26,9 mil pessoas afetadas pelas fortes chuvas entre 39 comunidades indígenas e a sede. A Defesa Civil prevê a baldeação de pedestres na ponte sobre o rio Cambarú, com 115 metros de extensão, enquanto durar o bloqueio total da BR-433. O plano também inclui o envio de uma equipe extra do Corpo de Bombeiros para reforçar a retirada da estrutura que restou da ponte arrastada pela força da água, e deixou a cidade completamente isolada. O governo do estado construiu uma rota provisória na RR-171, e permite a passagem de veículos por uma “ponte molhada” ao lado da estrutura danificada. Segundo a Defesa Civil, ainda há risco de novo isolamento em caso de chuvas intensas na região. Entre as medidas emergenciais está a solicitação de apoio aéreo para o Polo Base Serra do Sol, após o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Leste confirmar o isolamento total de 14 comunidades indígenas. A Casa Militar foi acionada para disponibilizar aeronaves destinadas ao reconhecimento da área, transporte de suprimentos e resgates. O Exército Brasileiro também atua no apoio à distribuição de cestas básicas, filtros e água, com a disponibilização de um caminhão de cinco toneladas. Bonfim Bonfim tem 3,5 mil pessoas afetadas entre seis comunidades indígenas. A situação de isolamento se agravou após três pontes serem levadas pela água nas regiões do Jacamim, Marupá e Camaleão. No município, a Defesa Civil prevê a baldeação na Vicinal Jacamim para dar suporte às comunidades isoladas. Equipes da Defesa Civil Estadual foram deslocadas com embarcações, motores de popa, coletes salva-vidas e equipamentos de resgate para auxiliar nas operações. Demais municípios Entre as ações previstas pela Defesa Civil estão o resgate de pessoas isoladas nas comunidades mais afetadas, a inspeção diária de pontes de madeira e estradas vicinais e o levantamento do total de pessoas impactadas em todos os municípios atingidos pelas chuvas. O plano inclui o levantamento dos danos causados pelas chuvas para viabilizar ajuda federal, além do monitoramento contínuo dos demais municípios em conjunto com as Defesas Civis Municipais. Nos municípios em situação mais crítica, equipes distribuem cestas básicas, redes, filtros ecológicos e água potável. Com a redução do nível das águas, devem começar as obras definitivas de recuperação das estradas e pontes afetadas. Leia outras notícias do estado no g1 Roraima.