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Quinta jogadora do Irã deixa Austrália; apenas duas permanecem no país

Após serem chamadas de traidoras, atletas iranianas ganham asilo Mais uma jogadora da seleção feminina de futebol do Irã que havia aceitado um visto de refu...

Quinta jogadora do Irã deixa Austrália; apenas duas permanecem no país
Quinta jogadora do Irã deixa Austrália; apenas duas permanecem no país (Foto: Reprodução)

Após serem chamadas de traidoras, atletas iranianas ganham asilo Mais uma jogadora da seleção feminina de futebol do Irã que havia aceitado um visto de refugiado para permanecer na Austrália deixou o país neste domingo (15), informou o governo australiano. Com a partida, restam apenas duas pessoas da equipe na Austrália. Segundo o gabinete do Ministro da Administração Interna, Tony Burke, a jogadora partiu pouco antes da meia-noite desta segunda-feira (16). Ainda no sábado (14), outras duas jogadoras e um membro da equipe de apoio deixaram Sydney rumo à Malásia. A seleção do Irã chegou à Austrália para a Copa da Ásia Feminina no mês passado, antes do início da guerra no Oriente Médio, em 28 de fevereiro. Inicialmente, seis jogadoras e um membro da equipe de apoio aceitaram vistos humanitários para ficar na Austrália. O convite foi estendido aos 26 membros da equipe antes que o restante da seleção iraniana voasse de Sydney para Kuala Lumpur em 10 de março. Outra integrante mudou de ideia no dia seguinte e deixou a Austrália. Jogadoras da seleção iraniana chegam em aeroporto na Malásia. Hasnoor Hussain/Reuters O restante da equipe permanece na capital da Malásia desde que saiu da Austrália. Preocupações com o retorno das atletas A preocupação com a segurança das atletas ao voltarem para casa aumentou depois que a televisão estatal iraniana chamou o time de “traidores em tempos de guerra”. A crítica ocorreu após as jogadoras se recusarem a cantar o hino nacional durante uma partida da Copa da Ásia feminina realizada na Austrália no início do mês. Jogadoras do Irã prestam continência durante o hino nacional antes da partida de futebol feminino da Copa da Ásia entre Irã e Filipinas em Robina, Austrália, domingo, 8 de março de 2026. Dave Hunt/AAP Image via AP Depois da desistência em ficar no país como refugiadas, autoridades iranianas saudaram a mudança de ideia das mulheres como uma vitória contra a Austrália e o presidente dos EUA - Trump pressionou o país a oferecer os vistos às atletas. O Ministro Adjunto da Imigração, Matt Thistlethwaite, descreveu a situação das mulheres na Austrália como "muito complexa". "Temos trabalhado muito de perto com elas, mas obviamente esta é uma situação muito complexa. Estas são decisões profundamente pessoais, e o governo respeita as decisões daquelas que optaram por retornar. E continuamos a oferecer apoio aos dois que permanecem", disse Thistlethwaite à televisão 'Sky News'. Kylie Moore-Gilbert, cientista política da Universidade Macquarie, em Sydney, que passou mais de dois anos em prisões iranianas sob acusações de espionagem, disse que "vencer a guerra de propaganda" ofuscou o bem-estar das mulheres. "O alto risco fez com que o regime iraniano prestasse atenção e tentasse forçar a mão delas em resposta, na minha visão", disse Moore-Gilbert à Australian Broadcasting Corp. A Agência de Notícias Tasnim, do Irã, disse que as três que saíram no sábado estavam "retornando ao abraço caloroso de suas famílias e de sua terra natal". A agência de notícias iraniana descreveu o retorno das mulheres como o "fracasso vergonhoso do projeto americano-australiano e outro fracasso para Trump". O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, cortou relações diplomáticas com o Irã em agosto, após autoridades de inteligência concluírem que a Guarda Revolucionária dirigiu ataques incendiários contra uma empresa de alimentos kosher em Sydney e a Sinagoga Adass Israel em Melbourne em 2024. Kambiz Razmara, vice-presidente da Sociedade Australiano-Iraniana de Victoria, disse que as mulheres que aceitaram o asilo estavam sob pressão do regime de Teerã. "Elas tiveram que tomar decisões no calor do momento com muito pouca informação e tiveram que reagir às circunstâncias", disse Razmara. "Estou surpreso que tenham decidido ir, mas na verdade não estou surpreso porque entendo as pressões que estão sofrendo."

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