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Polícia investiga como estudante de medicina que morreu intoxicada por arsênio conseguiu substância no interior de SP

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Polícia investiga como estudante de medicina que morreu intoxicada por arsênio conseguiu substância no interior de SP
Polícia investiga como estudante de medicina que morreu intoxicada por arsênio conseguiu substância no interior de SP (Foto: Reprodução)

Polícia investiga como estudante de medicina que morreu intoxicada conseguiu substância A Polícia Civil investiga como a estudante de medicina Carolina Andrade Zar, de 22 anos, conseguiu acesso ao arsênio que causou a morte dela em Marília (SP). A jovem morreu após sofrer intoxicação aguda pela substância, caracterizando envenenamento por agente químico, segundo laudo do Instituto Médico-Legal (IML). 📲 Participe do canal do g1 Bauru e Marília no WhatsApp Carolina foi encontrada desacordada em maio de 2025, em Marília, e morreu no mesmo dia após ser socorrida e levada a um hospital da cidade. O caso havia sido inicialmente registrado como suicídio. LEIA MAIS Menina com tumor raro é aceita em tratamento experimental na Itália e família se mobiliza para conseguir mais de R$ 1 milhão: 'Corrida pela vida' 'O Pagador de Promessas': clássico de Anselmo Duarte venceu Cannes e levou o Brasil ao Oscar pela 1ª vez Homem é preso por desacato ao fazer 'live' contra policiais dentro de delegacia A partir da conclusão pericial, a Polícia Civil passou a investigar a possível participação de terceiros na morte da jovem. O documento foi concluído no fim de janeiro de 2026, e o g1 teve acesso ao resultado. Laudo do IML concluiu que Carolina Andrade Zar, de 22 anos, morreu por intoxicação por arsênio Arquivo pessoal A defesa da família sustenta que o então namorado de Carolina pode ter tido influência direta nos acontecimentos que antecederam a morte da estudante. A suspeita está relacionada, entre outros pontos, a um aborto que teria sido provocado em 2024, por influência do rapaz. Para o advogado da família, Caio Silva, a confirmação da presença de arsênio representa um avanço importante na investigação. "Com essa confirmação pericial, as diligências passam a se concentrar na identificação da origem da substância e na verificação de eventual participação de terceiros na sua obtenção", afirmou. Polícia Civil de Marília vai investigar morte da estudante de medicina Carolina Andrade Zar Arquivo pessoal Segundo a Polícia Civil, o caso é investigado pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Marília, que aguarda o resultado da perícia em dispositivos eletrônicos da estudante apreendidos durante a investigação. "A análise desses dispositivos poderá permitir a recuperação de mensagens e registros de comunicação relevantes para a compreensão dos fatos", disse o advogado da família da jovem, Caio Silva. Laudo do IML concluiu que Carolina Andrade Zar, de 22 anos, morreu por intoxicação por arsênio Arquivo pessoal Suspeita de aborto induzido O inquérito sobre a morte da estudante foi instaurado em 26 de maio de 2025 para apurar possíveis crimes relacionados ao caso. Entre as hipóteses investigadas estão aborto provocado, que teria ocorrido em 2024, e possível indução ao suicídio, supostamente cometidos pelo ex-namorado da jovem. Carolina Andrade Zar, de 22 anos, morreu em abril de 2025 Arquivo pessoal Durante as investigações, o celular e o tablet de Carolina foram apreendidos. Segundo o pai da estudante, o advogado Fauez Zar Junior, os aparelhos contêm arquivos, capturas de tela de conversas e outros materiais que apresentariam a versão da jovem sobre acontecimentos que antecederam a morte. "Ela fez um dossiê com umas 65 páginas, tudo com mensagens e explicações. Deixou gravado um áudio de 17 minutos, como se fosse o depoimento dela", contou em entrevista ao g1. Nos registros, segundo o pai, a jovem relata ter sido submetida a um aborto induzido pelo então namorado. "Ele fez o aborto com as próprias mãos. Ele deu para ela o remédio e, depois, ficou forçando a barriga dentro de um hotel", afirmou ao g1. Ainda segundo Fauez Zar Junior, o comportamento do ex-companheiro teria agravado o quadro de depressão enfrentado pela filha. "Ele falou para ela: 'Vamos tirar [o feto], a gente termina os estudos, depois casa e tem um filho'. Depois que o aborto aconteceu, ele começou a dar as costas para ela. Foi aí que ela entrou em depressão", relatou. O g1 não teve acesso ao material citado pela família, já que o processo corre sob segredo de Justiça, e tenta contato com a defesa do ex-namorado da jovem. Caso é investigado pela Polícia Civil de Marília Reprodução/TV TEM Initial plugin text Veja mais notícias da região no g1 Bauru e Marília VÍDEOS: assista às reportagens da região

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