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Peru vai às urnas neste domingo em eleição marcada por polarização e instabilidade política

Peruanos vão às urnas no domingo (7) em meio à crise política O Peru realiza neste domingo (7) o segundo turno das eleições presidenciais em uma disputa a...

Peru vai às urnas neste domingo em eleição marcada por polarização e instabilidade política
Peru vai às urnas neste domingo em eleição marcada por polarização e instabilidade política (Foto: Reprodução)

Peruanos vão às urnas no domingo (7) em meio à crise política O Peru realiza neste domingo (7) o segundo turno das eleições presidenciais em uma disputa acirrada entre a candidata de direita Keiko Fujimori e o esquerdista Roberto Sánchez. A votação ocorre em meio a um cenário de forte polarização política, instabilidade institucional e incertezas sobre os rumos da economia do país. Baixe o GloboPop para assistir a vídeos curtos verticais da Globo 🔎 As pesquisas divulgadas nos últimos dias apontam empate técnico entre os candidatos. Levantamento do Ipsos mostrou Sánchez com 43,8% das intenções de voto, contra 43,2% de Fujimori, enquanto cerca de 13% dos eleitores afirmaram que pretendem votar em branco ou anular o voto. A eleição acontece após uma década marcada por turbulência política. Desde 2016, o Peru teve oito presidentes, em uma sequência de renúncias, destituições e governos interinos que alimentaram a desconfiança da população em relação às instituições. Filha do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000), Keiko tenta chegar à Presidência pela quarta vez. Sua campanha tem como principais bandeiras o combate à criminalidade e a defesa do modelo econômico adotado pelo país nas últimas décadas. Para seus apoiadores, ela representa estabilidade e segurança. Já os críticos associam sua candidatura ao legado autoritário e às denúncias de corrupção que marcaram o governo de seu pai. Do outro lado, Roberto Sánchez se apresenta como representante das regiões rurais e dos setores mais pobres do país. Ex-ministro e congressista, ele defende reformas políticas e econômicas, incluindo mudanças na Constituição e maior presença do Estado na economia. Nos últimos dias, porém, buscou moderar o discurso, prometendo respeitar a independência do Banco Central e manter a abertura econômica do Peru. Em entrevista à AFP, Sánchez afirmou que pretende manter relações "respeitosas" com os Estados Unidos e preservar a política de economia aberta do país, ao mesmo tempo em que busca ampliar investimentos e reduzir desigualdades regionais. A disputa também tem sido acompanhada de perto pelos mercados financeiros. Na sexta-feira (5), a bolsa de valores de Lima registrou queda superior a 4% após pesquisas indicarem uma leve vantagem de Sánchez. Investidores demonstram preocupação com possíveis mudanças na política econômica e no setor de mineração, responsável por cerca de 12% do Produto Interno Bruto (PIB) peruano. Um dos temas centrais da campanha é justamente a mineração informal. O programa REINFO, que permite a atuação de pequenos mineradores sem todas as licenças exigidas para a atividade, tornou-se uma das principais questões eleitorais. Estima-se que cerca de 500 mil mineradores informais estejam vinculados ao setor, responsável por aproximadamente metade das exportações de ouro do Peru. Machu Picchu entra no debate eleitoral Além dos desafios econômicos e políticos, o próximo presidente também terá de lidar com questões ligadas ao turismo. Nas últimas semanas, a preservação de Machu Picchu ganhou destaque após alertas sobre problemas de gestão, denúncias de corrupção na venda de ingressos e riscos à imagem internacional do principal cartão-postal peruano. Analistas avaliam que o resultado deste domingo será um teste para a capacidade do país de superar a instabilidade política crônica e reconstruir a confiança em suas instituições. O eleito assumirá a Presidência em 28 de julho e terá pela frente o desafio de governar com um Congresso fragmentado e historicamente conflituoso com o Poder Executivo. Candidato na mira da Justiça Nesta semana, a Justiça do Peru decidiu levar Roberto Sánchez a julgamento por supostas irregularidades na prestação de contas do financiamento de seu partido entre 2018 e 2020. Segundo o Ministério Público, o político teria deixado de declarar mais de US$ 57 mil recebidos para atividades partidárias. A Promotoria pede pena de cinco anos e quatro meses de prisão. A defesa informou que recorrerá da decisão, que não impede sua participação na eleição. Caso seja eleito, Sánchez passará a ter imunidade constitucional. *Com informações da Reuters, AFP e RFI A candidata de direita à presidência do Peru, Keiko Fujimori, e o candidato de esquerda, Roberto Sánchez REUTERS/Alessandro Cinque

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