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Pedro Mariano defende a controvertida remixagem do álbum de Elis Regina de 1973: 'não houve falta de respeito'
Pedro Mariano defende a controvertida remixagem do álbum de Elis Regina de 1973: 'não houve falta de respeito' (Foto: Reprodução)

Capa do álbum 'Elis', gravado em 1973 por Elis Regina (1945 - 1982) e relançado em edição remixada e remasterizada Divulgação ♫ NOTÍCIA ♬ O protesto público de Cesar Camargo Mariano contra a remixagem do álbum “Elis” (1973) – disponível desde terça-feira, 17 de março, dia do 81º aniversário de nascimento de Elis Regina (1945 – 1982), em edição com novas mixagem e masterização – gerou discussões acaloradas nas rede sociais ao longo do fim de semana. A maioria dos internautas tendeu a concordar com a indignação de Cesar Camargo Mariano, pianista, arranjador e diretor musical do álbum “Elis”. Na visão de Cesar, com a remixagem, foram “jogados no lixo” todos os planos originais de gravação e mixagem estudados e pensados pelo músico e arranjador com Elis. Filho de Cesar e de Elis, Pedro Mariano vinha acompanhando as discussões dos últimos dois dias e, na noite deste domingo, se posicionou nas redes sociais, defendendo a remixagem orquestrada pelo engenheiro de som Ricardo Camera sob a supervisão de João Marcello Bôscoli, filho primogênito de Elis. “Não houve falta de respeito, critério e carinho em nenhuma etapa”, sentenciou Pedro Mariano, contrariando a visão do pai. ♫ Eis, na íntegra, o texto de Pedro Mariano sobre a remixagem do álbum “Elis”: “Olá, gente! Tudo bem? Estou vindo aqui pra me posicionar em relação a uma certa comoção que vem ganhando reverberação por aqui nas redes quanto ao lançamento do disco da Elis de 1973, que foi remixado pelo Ricardo Camera, sob a supervisão e direção do João Marcello, meu irmão. Confesso que não entendi o motivo da polêmica! Como herdeiros, João Marcello, Maria Rita e eu, detemos o direito total irrestrito de aprovação e de veto de qualquer projeto que venha ao nosso encontro que tenha a Elis como seu objeto principal. Temos ao nosso lado as gravadoras que possuem os materiais originais e que são as proprietárias dos fonogramas contendo as vozes da Elis. Temos também competentes e experientes escritórios de advocacia especializados nas questões jurídicas e artísticas que envolvem todas as liberações. Há décadas estamos à frente de uma empreitada gigante de manter o legado da Elis vivo e presente. Enfrentamos muitos desafios que vão desde a perda de memória cultural até os algoritmos de hoje em dia. Mesmo assim, os fãs da Elis tiveram biografias, filmes, documentários, peças de teatro, musicais e uma enormidade de homenagens em álbuns, audiovisuais e publicidade. Sempre respeitando a liberdade artística dos que criam e geram esses conteúdos. Se um projeto da Elis está no ar, foi porque nós, o herdeiros, aprovamos. Isso é ponto pacífico. Não existe, portanto, a menor possibilidade de um projeto que estejamos envolvidos ter sido feito à nossa revelia. Remixagens feitas por DJs mundo afora frequentemente chegam até nós e, a despeito de qualquer gosto artístico ou estético, nossa maior preocupação é manter o legado da Elis vivo. Estando tecnicamente correto e com todas as questões legais envolvidas resolvidas, que Elis siga cantando para o maior número de pessoas. O disco em questão, 'Elis', de 1973, passou por processo rigoroso de recuperação e, após essa etapa, foi decidido que seria remixado e relançado sob essa bandeira de "Remix", mantendo o álbum original em todas as plataformas onde as duas versões podem coexistir. Trata-se de uma nova visão de um álbum incrivelmente bem sucedido em todas as suas características, com o propósito de trazer às novas audiências uma nova experiência, sob a luz das novas tecnologias disponíveis hoje em dia. Não houve falta de respeito, critério e carinho em nenhuma etapa. Não faltou dedicação, seriedade e amor no processo. Fizemos algo semelhante há alguns anos com o disco 'Elis & Tom', onde novos "momentos" foram resgatados e uma nova abordagem em termos de mixagem também foi utilizada. Não é obrigatório gostar do álbum! Apenas lembrem que nós, João Marcello, Maria Rita e eu, estamos envolvidos e em nenhum momento estivemos munidos de qualquer sentimento que não fosse o melhor para a obra dela. Aos que não gostaram, segue o original nas plataformas, para seguirem curtindo, como sempre! Aos que estão abertos às novas experiências, que as novas tecnologias nos proporcionam: Viva Elis!” Pedro Mariano

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