PGR denuncia Rodrigo Bacellar, presidente afastado da Alerj, por obstruir investigação
PGR denuncia Rodrigo Bacellar, presidente afastado da Alerj, por obstruir investigação Jornal Nacional/ Reprodução A Procuradoria-Geral da República denunc
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Donald Trump cobra novamente que aliados mandem navios para o Estreito de Ormuz Três semanas atrás, Estados Unidos e Israel deram início à guerra contra o I...
Donald Trump cobra novamente que aliados mandem navios para o Estreito de Ormuz Três semanas atrás, Estados Unidos e Israel deram início à guerra contra o Irã. Antes de atacar, não consultaram aliados. Agora, com a escalada da crise, o presidente americano passou a cobrar apoio. Donald Trump quer reforço de navios militares para reabrir o Estreito de Ormuz. Mas a Europa disse não. Donald Trump fez ameaça - de novo. Disse que a falta de cooperação dos aliados pode ser muito ruim para o futuro da Otan, a aliança militar do Ocidente. Foi em uma entrevista ao jornal britânico “Financial Times”, que repercutiu logo cedo. Depois, no avião presidencial, Trump disse que já entrou em contato com pelo menos sete governos para pedir apoio para a segurança do Estreito de Ormuz - uma das principais rotas de petróleo do mundo. O que ele quer é que europeus e asiáticos mandem navios de guerra para lá para que, quem sabe, a navegação seja liberada logo. Nos primeiros dias da guerra, o Irã bloqueou a passagem. Ao longo do dia, o presidente americano ouviu “não” de vários governos. Nenhum falou tão alto como o da Alemanha. O ministro da Defesa primeiro disse que não vê papel nenhum para a Otan na gestão da crise no Estreito de Ormuz. Depois, subiu o tom: “O que Trump espera que um punhado de fragatas europeias consiga realizar no Estreito de Ormuz que a poderosa Marinha americana não possa alcançar sozinha? Essa não é a nossa guerra, nós não começamos esse conflito”. Países europeus e asiáticos se recusam a enviar tropas militares para reabrir Estreito de Ormuz Jornal Nacional/ Reprodução A Alemanha praticamente dizendo: vocês, americanos, que resolvam. Itália, Espanha e Grécia ampliaram o coro das negativas e já recusaram o pedido de Donald Trump. Quem está meio em cima do muro nessa história é o primeiro-ministro do Reino Unido. Keir Starmer falou que o país não vai se envolver em uma guerra mais ampla; que aposta em uma solução diplomática, como defendem outros parceiros da Otan. Sobre se vai ou não mandar navio de guerra para o Estreito de Ormuz, ainda não se decidiu. Semana passada falou que mandaria. Na mesma linha, a chefe da diplomacia da União Europeia escolheu não bater de frente. Kaja Kallas disse só que é do interesse dos europeus manter o Estreito de Ormuz aberto e que o bloco está discutindo o que pode fazer a respeito. O Japão foi mais direto. Disse que não planeja enviar navios de guerra para o Golfo Pérsico. A Austrália também não. A China não se posicionou, mas reiterou o pedido para que todas as partes interrompam ações militares diante dos riscos ao comércio global e ao fornecimento de energia. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que já autorizou embarcações de diferentes países a passar pelo Estreito de Ormuz - sem dar detalhes - e falou que o estreito está aberto, menos para os inimigos. No meio da tarde, já em Washington, Trump falou com os jornalistas e expressou frustração com a negativa de aliados. Alguns, segundo ele, foram ajudados durante muitos anos pelos Estados Unidos e não estão entusiasmados: “E o nível de entusiasmo importa para mim”. LEIA TAMBÉM Israel anuncia operação terrestre no Líbano contra o Hezbollah; VÍDEO Líbano registra mais de 1 milhão de deslocados na guerra entre Israel e Hezbollah 'Esta guerra não é nossa': a divisão na base de Trump após decisão de atacar o Irã Países europeus rejeitam pedido de Trump para patrulhar o Estreito de Ormuz: 'Não é nossa guerra' 'Da última vez que fomos conversar, eles nos atacaram': o argumento de ministro do Irã para negar negociar com os EUA