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Paciente casa em cerimônia na capela do Hospital de Santa Maria, no DF A capela do Hospital Regional de Santa Maria, no Distrito Federal, foi cenário de mais um capítulo da história de amor do ex-eletricísta Luís Alves, de 59 anos, e da dona de casa Rita do Nascimento Sousa, na última quarta-feira (21). Luis, acompanhado de Rita, veio de Piripiri, no Piauí, para fazer o tratamento no DF. Ele é paciente do hospital e está a espera de um transplante de coração. O ex-eletricista faz hemodiálise três vezes por semana e espera uma vaga em uma clínica para dar continuidade ao tratamento fora do hospital. Por causa do estado de saúde de Luís, o plano do casal de se casar vinha sendo adiado. Mas, com a ajuda dos funcionários do hospital e de voluntários, os dois, finalmente, disseram "sim" no altar (veja detalhes abaixo). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 no WhatsApp. Amor e cuidado Paciente ganha cerimônia de casamento na capela do Hospital de Santa Maria, no DF TV Globo/Reprodução Há alguns anos, Luís perdeu a primeira esposa para a Covid-19 e, logo em seguida, sofreu um infarto e um AVC. A partir daí, Rita começou a cuidar dele, a pedido dos filhos. "Era um período muito difícil que ele estava passando, muito mal. Podia ficar só hora nenhuma, né? Era dia e noite ele passando mal direto. Aí eu fiquei morando com ele, diretamente com ele, cuidando", lembra Rita. Segundo Luís, o cuidado diário se transformou em uma história de amor, há três anos. "Cada dia que passava, aumentava mais a gratidão, o amor. Por ela prestar socorro a mim, estar cuidando de mim, fazendo tudo por mim, deixar a família dela para estar comigo", afirma. No entanto, a saúde de Luís piorou. Ele começou a apresentar problemas nos rins, além dos cardíacos que já conhecia, e precisou vir para Brasília, onde está sendo avaliado para um possível transplante de coração, e Rita veio junto. Realização de um sonho Paciente ganha cerimônia de casamento na capela do Hospital de Santa Maria, no DF TV Globo/Reprodução Eles, que já sonhavam em se casar, tiveram que adiar os planos. No entanto, durante a internação, o desejo de oficializar essa união chegou aos ouvidos dos profissionais do hospital e uma mobilização, cheia de solidariedade, transformou o que parecia um sonhos distante em realidade. Enfermeiros, médicos e voluntários se uniram para preparar cada detalhe e garantir que, mesmo em meio ao tratamento, Luís e Rita pudessem viver um momento especial. Com ajuda da Pastoral da Saúde, eles conseguiram alianças, buquê, maquiagem da noiva, bolo e docinhos. Quando Rita chegou à capela, encontrou parentes, funcionários do hospital e voluntários, que estavam lá para testemunhar a união. A cerimônia foi uma surpresa para o casal, que imaginava algo mais simples. "Me surpreendeu foi o tanto de gente que tinha e ornamentação, bolo, essas coisas que eles conseguiram, que eu não esperava", disse Rita. Segundo a enfermeira Mikaelly Tuiara, foi um esforço coletivo para realizar o sonho do casal. "A gente não trata só a doença do paciente. A gente também trata sonhos, desejos, realização. Tudo isso ajuda no tratamento deles." Agora, que o casamento saiu do papel, o casal quer saúde para Luís, para eles poderem voltar para Piripiri e viverem "felizes para sempre". "Meu maior desejo é que ele possa conseguir o doador, que ele possa conseguir ficar bem de saúde para a gente voltar para casa", diz Rita. LEIA TAMBÉM: SAÚDE DO DF: Celina Leão promete reduzir tempo de espera na saúde e reafirma compromisso com tarifa zero e educação integral INSCRIÇÕES: IFB abre 2,3 mil vagas para cursos técnicos gratuitos no DF Leia mais notícias sobre a região no g1 DF.