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'Não conhecia ninguém que não gostasse dela', diz parente sobre mulher morta com tiro no RS; madrasta é suspeita

Maria Helena de Souza, vítima de homicídio no RS Imagens cedidas/ Arquivo pessoal Uma pessoa querida e que tinha uma boa convivência. Assim é descrita Maria...

'Não conhecia ninguém que não gostasse dela', diz parente sobre mulher morta com tiro no RS; madrasta é suspeita
'Não conhecia ninguém que não gostasse dela', diz parente sobre mulher morta com tiro no RS; madrasta é suspeita (Foto: Reprodução)

Maria Helena de Souza, vítima de homicídio no RS Imagens cedidas/ Arquivo pessoal Uma pessoa querida e que tinha uma boa convivência. Assim é descrita Maria Helena de Souza, de 50 anos, que foi morta no último sábado (21) com um tiro de espingarda. Ela estava visitando o pai acamado, de 66 anos, em Igrejinha, segundo a Polícia Civil. "Eu não conhecia ninguém que não gostasse dela, ou que falasse mal, ou que tivesse qualquer tipo de interpretação errada", destaca o genro, Thiago Tormes. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp A principal suspeita é a madrasta dela, Lurdes de Fátima de Lima Maurina, de 63 anos, que foi presa na segunda-feira (23) após fugir para Santa Catarina. O g1 tentou contato com Lurdes, mas não obteve retorno. Saiba mais abaixo. Representante comercial, Maria Helena era mãe de dois filhos: Ahmanda, de 28 anos, e Matheus, de 21. Segundo quem convivia de perto com ela, Helena vivia intensamente o papel de mãe e avó. "Tinha uma energia incrível onde chegava, estava sempre falando alto, tentando prender atenção de todo mundo. De uma forma positiva, para alegrar as pessoas", lembra Thiago. Nascida em Taquara, na Região Metropolitana de Porto Alegre, a vítima construiu a vida em torno de duas prioridades que guiavam tudo o que fazia: a família e a vontade de estar presente em cada detalhe do cotidiano de quem amava. Quais as diferenças entre o homicídio culposo e doloso? O genro descreve a relação dela com os filhos como um vínculo forte, por vezes superprotetor, mas movido por afeto: "Com Matheus ela era superprotetora, de uma forma assim que eu até brincava com ela: 'Helena, teu filho não vai conseguir sair do ninho'. Só que ela tinha esse negócio, esse amor assim de ter ele sempre perto", relembra. Com Ahmanda, o cuidado não era diferente. Quando a filha foi morar com Tormes, a mãe não escondia o impulso de acompanhar de perto. "Ela estava sempre lá [na casa], visitando a gente, ajudando a cuidar da gente", conta. O carinho se estendia aos dois netos, que ocupavam um lugar especial na rotina da avó, que fazia questão de participar, mesmo que fosse um café por alguns minutos no meio da tarde: "Largava tudo para estar lá”. Foi justamente em uma saída despretensiosa para uma padaria com Ahmanda que mãe e filha tiveram o último momento juntas, apenas dois dias antes do crime. "A Ahmanda ligou para ela, foram tomar um café na padaria, se divertir, dar risada e foi o último momento que eles tiveram de conexão", diz. Despedida O corpo de Helena foi velado na Capela Mortuária Martim Lutero, em Igrejinha. O sepultamento ocorreu por volta das 11 horas no Cemitério Ecumênico Parque das Araucárias, em Canela. Crime Maria Helena de Souza, vítima de homicídio no RS Imagens cedidas/ Arquivo pessoal Segundo a investigação policial, Lurdes de Fátima de Lima Maurina teria ficado contrariada com a visita de Helena ao pai da vítima. De acordo com o boletim, integrantes da Brigada Militar foram enviados ao endereço após uma denúncia de disparo de arma de fogo. Quando chegaram ao local, acompanhados pelos Bombeiros Voluntários, encontraram a vítima caída no chão, já sem vida. Conforme a polícia, após um desentendimento entre as duas, a suspeita teria seguido até um dos quartos da casa, onde teria pego uma espingarda calibre 12 e efetuado um disparo contra a enteada. O filho mais novo da vítima estava com a mãe no momento do crime, segundo o delegado Ivanir Caliari, responsável pelo caso. Depois do tiro, Lurdes teria fugido pelos fundos da residência, em direção a um matagal. Buscas foram feitas nas áreas próximas, mas ela não havia sido localizada. A arma usada no crime foi apreendida pela Polícia Civil. O pai acamado passou para os cuidados da família. A cena foi isolada para a atuação da perícia. O caso será investigado pela Polícia Civil de Igrejinha. VÍDEOS: Tudo sobre o RS

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