Pedestre morre atropelado por carreta na Rodovia Cônego Domênico Rangoni; VÍDEO
Pedestre morre após ser atropelado por carreta na Rodovia Cônego Domênico Rangoni Uma pessoa, cuja identidade ainda não foi divulgada, morreu após ser atro
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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, determinou nesta segunda-feira (9) a retirada do conteúdo e a suspensão da divulgação da pesquisa do Instituto AtlasIntel. A pesquisa apontou, em maio, queda de cinco pontos nas intenções de voto do pré-candidato do PL, Flávio Bolsonaro. Com isso, apenas a empresa não poderá mais manter os dados em seus canais oficiais. A divulgação do levantamento ocorreu após o vazamento de um áudio de uma conversa do senador pedindo dinheiro ao banqueiro Daniel Vorcaro. Nunes Marques assume relatoria de casos envolvendo Flávio Bolsonaro e Master no TSE Para Kassio Nunes Marques, há indícios de indução para a contaminação das respostas, comprometendo a metodologia da pesquisa. A decisão individual do ministro deve ser levada a referendo do plenário do tribunal na sessão desta terça-feira (9). Nunes Marques atendeu a um pedido do Partido Liberal (PL). O partido alegou ao TSE que o questionário do instituto teria sido estruturado para induzir respostas negativas sobre o senador, criando uma narrativa acusatória. Isso porque das 49 perguntas, 8 envolviam diretamente o Banco Master e soram apresentadas em sequência, influenciando a percepção dos entrevistados e não só medindo a percepção dos entrevistados. O instituto entrevistou 5.032 eleitores do Brasil de 13 a 18 de maio. A margem de erro é de 1 ponto percentual e o nível de confiança é de 95%. O PL disse que houve uma progressão: medo eleitoral; comparação Lula x Flávio; fraude financeira; Banco Master; Daniel Vorcaro; conversas vazadas; possível envolvimento direto; impacto sobre voto; enfraquecimento da candidatura; retirada da candidatura. E o áudio, segundo a legenda, não poderia ser usado na pesquisa porque não tem prova de autenticidade. “Essa cadeia produz contexto, não mera medição. A pesquisa, da maneira heterodoxa em que formulada, pode criar, indevidamente, manchetes e narrativas de campanha baseadas em resultados obtidos após estímulo negativo. Isso desvirtua a função informativa da pesquisa eleitoral e permite que o instrumento de medição se converta em meio indireto de propaganda negativa”, argumenta. Kassio Nunes Marques, ministro do STF Nelson Jr/STF Indução Na decisão, Nunes Marques disse que “a controvérsia suscitada nos autos não se limita, portanto, à mera discordância quanto às escolhas metodológicas da representada, mas envolve alegação objetiva de possível utilização do questionário como mecanismo de indução do entrevistado”. O presidente do TSE ressaltou que outras 27 pesquisas feitas pela AtlasIntel não apresentaram questionários com perguntas semelhantes ao teor da pesquisa questionada e nem veicularam áudio. O instituto terá que enviar ao TSE documentação técnica complementar que indique a regularidade da metodologia, esclarecendo o uso do áudio. O Ministério Público Eleitoral também vai se manifestar no processo. Relatoria Na semana passada, o g1 mostrou que Kassio Nunes Marques assumiu a relatoria de representações eleitorais envolvendo Flávio Bolsonaro e o caso Master no TSE e que o ministro já tinha começado a receber a distribuição de representações eleitorais protocoladas na Corte. Entre os processos sob sua relatoria estão pelo menos três casos de grande repercussão, relacionados ao Banco Master, ao vazamento de conversas entre o Vorcaro e Flávio Bolsonaro, além da produção do filme Dark Horse, que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. O primeiro caso distribuído ao gabinete do ministro foi apresentado pelo PL contra o instituto AtlasIntel. Antes de passar a atuar nos processos, Nunes Marques designou a si mesmo e ao vice-presidente do TSE, André Mendonça, como juízes auxiliares para as eleições de 2026. A medida foi formalizada em portaria publicada em 22 de maio. A iniciativa foge ao padrão adotado pela Corte, onde a função costuma ser exercida por ministros juristas, que ocupam as vagas destinadas à advocacia, ou por ministros substitutos. A ação contra o instituto AtlasIntel foi encaminhada ao gabinete de Nunes Marques em 19 de maio, três dias antes da publicação da portaria que incluiu a Presidência do TSE entre os integrantes do juízo auxiliar. O g1 questionou o tribunal sobre o motivo de o processo ter sido distribuído ao ministro antes de sua designação formal para a função, mas não recebeu resposta até a publicação desta reportagem. No próprio dia da publicação da portaria, em 22 de maio, Nunes Marques determinou que a Secretaria Judiciária promovesse uma nova distribuição do processo entre os juízes auxiliares. Três dias depois, em 25 de maio, a ação voltou a ser sorteada e permaneceu sob sua relatoria.