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Jovem é inocentado por tentar matar idoso para vingar a morte do pai em acidente Paulo Victor Ferreira Leal, de 29 anos, foi absolvido pelo Tribunal do Júri da acusação de tentar matar um idoso em Anápolis, a 55 km de Goiânia. Segundo a investigação, ele cometeu o crime por vingança, pois o homem teria causado o acidente que terminou com a morte do pai de Paulo Victor. Um vídeo mostra a batida, em 2024 (veja acima). A sentença foi dada na quarta-feira (3) pela Comarca de Anápolis e ainda pode ser contestada. Um amigo do jovem, acusado de participação no crime, também foi absolvido. O g1 entrou em contato com o Ministério Público de Goiás (MP-GO), nesta sexta-feira (5), para saber se o órgão irá recorrer da decisão, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem. ✅ Clique e siga o canal do g1 GO no WhatsApp Em nota ao g1, o advogado Maxmiliano Sant’Ana afirmou que a defesa apresentou aos jurados as circunstâncias do caso e o impacto emocional e psicológico sofrido por Paulo Victor e por toda a sua família após a morte trágica de seu pai (leia na íntegra ao final do texto). “Foi amplamente apresentado aos jurados que uma eventual condenação produziria consequências extremamente gravosas não apenas para o acusado, mas também para seu núcleo familiar, especialmente seu filho recém-nascido, sua mães e suas irmãs, pessoas que já convivem diariamente com a dor irreparável do luto decorrente da perda do patriarca da família”, destacou. LEIA TAMBÉM: Jovem é suspeito de esfaquear caminhoneiro para vingar a morte do pai que morreu em acidente de trânsito VÍDEO: Empresário é preso suspeito de atear fogo a garagem de carros por vingança Vingança por estupro de parente de coronel da PM pode ter motivado assassinato de dono de pastelaria, diz polícia Relembre o caso Paulo Victor Ferreira Leal e o pai, vítima de acidente na BR-153 Arquivo pessoal/Maxmiliano Sant’Ana | Reprodução/TV Anhanguera De acordo com a denúncia do Ministério Público de Goiás, Paulo Victor e o amigo agrediaram o idoso, que atuava como caminhoneiro, no dia 27 de abril de 2024, no Residencial Ipanema, em Anápolis. A acusação sustenta que a motivação foi a morte de Jonsicleide de Souza Leal, de 48 anos, atropelado em janeiro de 2024, em um acidente na BR-153. Segundo o MP-GO, os dois foram até a casa do idoso armados com uma faca e canivete e o atacaram dentro da residência. A denúncia aponta que a vítima foi atingida dez vezes e foi agredida com socos e chutes. Na época, a Polícia Militar informou que um dos suspeitos foi contido por moradores e preso em flagrante. A defesa de Paulo Victor afirmou que ele se apresentou espontaneamente à polícia e admitiu ter participado das agressões. No entanto, alegou que ele agiu sob violenta emoção, e que não teve a intenção de matar o homem. O idoso foi socorrido por familiares e levado ao Hospital Estadual de Anápolis Dr. Henrique Santillo (Heana) e resistiu aos ferimentos. A defesa dele não foi localizada. "A vítima do fato que originou o sofrimento familiar teria realizado manobra proibida ao acessar a BR-153, além de haver indícios de que estaria sob efeito de álcool, circunstâncias que foram submetidas à apreciação dos jurados", afirmou o advogado de Paulo Victor. Nota da defesa de Paulo Victor Ferreira Leal A defesa de Paulo Victor Ferreira Leal, representada pelo advogado Dr. Maxmiliano Sant’Ana, esclarece que a absolvição proferida pelo Tribunal do Júri foi resultado da análise soberana dos jurados, que acolheram a tese defensiva apresentada durante o julgamento. Ao longo da instrução processual e dos debates em plenário, a defesa demonstrou não apenas as circunstâncias que envolveram os fatos, mas também o profundo impacto emocional e psicológico sofrido por Paulo Victor e por toda a sua família após a morte trágica de seu pai, vítima de atropelamento. Foi amplamente apresentado aos jurados que uma eventual condenação produziria consequências extremamente gravosas não apenas para o acusado, mas também para seu núcleo familiar, especialmente seu filho recém-nascido, suas mães e suas irmãs, pessoas que já convivem diariamente com a dor irreparável do luto decorrente da perda do patriarca da família. A defesa também levou ao conhecimento do Conselho de Sentença elementos que apontavam para a dinâmica do acidente, sustentando que a vítima do fato que originou o sofrimento familiar teria realizado manobra proibida ao acessar a BR-153, além de haver indícios de que estaria sob efeito de álcool, circunstâncias que foram submetidas à apreciação dos jurados. Durante o julgamento, foram apresentadas provas documentais, testemunhais e elementos relacionados ao contexto emocional vivenciado por Paulo Victor e seus familiares, permitindo que os jurados formassem sua convicção de maneira livre e fundamentada. O veredicto absolutório representa a manifestação legítima da soberania do Tribunal do Júri, expressão máxima da participação popular na administração da Justiça, refletindo o entendimento dos jurados acerca de todas as circunstâncias humanas, familiares e jurídicas debatidas em plenário. Dr. Maxmiliano Sant’Ana Advogado de Defesa de Paulo Victor Ferreira Leal OAB/GO nº 57660 📱 Veja outras notícias da região no g1 Goiás. VÍDEOS: últimas notícias de Goiás