Motorista morre após carro capotar na BR-070, no DF
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Parte de um míssil sobressai do solo, após ataques vindos do Irã, na região central da Cisjordânia ocupada por Israel, em 8 de junho de 2026. REUTERS/Naama...
Parte de um míssil sobressai do solo, após ataques vindos do Irã, na região central da Cisjordânia ocupada por Israel, em 8 de junho de 2026. REUTERS/Naama Stern Irã culpa os Estados Unidos pela mais recente troca de ataques com Israel e que as ações israelenses não podem ser dissociadas das políticas americanas. A declaração é do porta-voz do Ministério de Relações Exteriores, Esmaeil Baghaei nesta segunda-feira (8). Segundo Baghaei, os novos ataques só agravam o "processo diplomático caótico" com os Estados Unidos e aumentam ainda mais a desconfiança de Teerã em relação a Washington. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Esmaeil Baghaei acrescentou que os EUA têm responsabilidade direta pelas recentes violações do cessar-fogo e que Israel não toma medidas independentes sem consultar Washington. Mais cedo, Israel realizou ataques a "alvos militares" no Irã na manhã de segunda (noite de domingo, 7, no horário de Brasília), segundo o site americano Axios. Irã confirma ter disparado mísseis contra base de Israel Explosões foram ouvidas em Teerã, Tabriz e Isfahan, segundo a rede de TV Al Jazeera. Os bombardeios representam uma escalada bélica na região e a quebra definitiva do cessar-fogo estabelecido em abril na região. É a primeira vez desde abril que Israel e Irã se atacam mutuamente. Esta também é a segunda vez em menos de 24 horas que Israel desafia Donald Trump e realiza ataques a países da região. "A Força Aérea Israelense atacou alvos militares pertencentes ao regime terrorista iraniano no oeste e centro do Irã há pouco", disseram as forças de Israel, em suas redes sociais. Trump tentou estabelecer um cessar-fogo entre Israel e o Hezbollah, que atua no Líbano, durante a semana. Israel violou o acordo, no entanto, bombardeando Beirute. Após os ataques israelenses à capital do Líbano, Beirute, o Irã lançou uma série de mísseis em direção a Israel neste domingo (7). O presidente dos EUA, Donald Trump, ligou então para Benjamin Netanyahu, o premiê israelense, pedindo para que não houvesse resposta militar contra Teerã. Ao jornal "Financial Times", Trump disse que Netanyahu "não tinha opção" a não ser aceitar o acordo de paz entre Washington e Teerã, pois é ele, Trump, quem "dá as cartas" — o acordo está em fase de negociação e ainda não foi assinado. "Estamos próximos de um acordo [de paz] final com o Irã, eu não quero estragar tudo por causa do que está acontecendo agora", disse Trump mais cedo, ao site Axios. Não há registros de feridos nos bombardeios iranianos. Imagens nas redes sociais mostram interceptações do sistema Domo de Ferro nos céus controlados por Israel. A Guarda Revolucionária do Irã disse ter disparado contra uma base militar de Israel. Logo após a onda de mísseis, Netanyahu disse que contra-atacaria a retaliação do Irã. Trump, porém, se manifestou contra o revide. Bases dos EUA se tornam alvos O ataque israelense, que rompeu a trégua no Líbano, atingiu prédios em um subúrbio de Beirute que Israel disse abrigar terroristas do Hezbollah que planejavam um ataque. O Irã disse que as 19 bases que os EUA têm no Oriente Médio voltaram a ser "alvos legítimos" — os EUA têm bases militares em países da região como Emirados Árabes Unidos, Omã, Arábia Saudita, Iraque e Egito (veja no mapa abaixo). A ameaça também foi estendida a ativos israelenses na região . Após a manifestação de Teerã, o Iraque informou que fechará seu espaço aéreo e suspenderá os serviços de navegação de aeronaves por 72 horas. O Irã também fechou seu espaço aéreo. O anúncio foi feito pelo principal negociador do Irã nas conversas com os EUA, Mohammad Qalibaf, que também é presidente do Parlamento iraniano e uma das figuras centrais de poder no país. "Eles não estão comprometidos com um cessar-fogo nem acreditam no diálogo e, por meio do bloqueio naval e da violação dos acordos relativos ao Líbano, demonstraram que só entendem a linguagem do poder", disse Qalibaf em uma publicação em suas redes sociais. Mapa mostra as bases militares dos EUA no Oriente Médio. Kayan Albertin/Arte g1 Desafio a Trump O ataque de Israel ao Líbano também foi um desafio ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que garantiu na semana passada que Israel não voltaria a bombardear o Líbano. As desavenças entre os aliados EUA e Israel por conta do Líbano geraram inclusive uma discussão entre Trump e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. O presidente dos EUA confirmou ter chamado Netanayhu de "completamente louco" por conta dos ataques de Israel no Líbano e criticou as incursões. Trump se referia aos constantes ataques que Israel tem feito ao vizinho Líbano em meio ao cessar-fogo em vigor no conflito do Oriente Médio. O Paquistão, que media as negociações, e o Irã insistem em que o Líbano estava contemplado na trégua, enquanto EUA e Israel insistem que apenas ataques em território iraniano e nos países do Golfo Pérsico. Além disso, na semana passada, o presidente norte-americano afirmou que Israel e o grupo terrorista Hezbollah concordaram em fazer uma trégua nos ataques no Líbano e no norte do território israelense. Israel luta no Líbano contra o Hezbollah, o grupo terrorista libanês que é financiado pelo Irã e faz constantes ataques no norte de Israel.