O suco 'misterioso' que faz ambulante faturar R$ 140 mil e atrai até celebridades
Ambulante cria suco refrescante de limão com coco e fatura R$ 140 mil por ano Em meio ao calor escaldante de Salvador (BA), uma bebida se destaca e conquista t
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Região onde o rover Curiosity coletou três amostras de rochas perfuradas, que revelaram a presença de diferentes compostos orgânicos em Marte. NASA/JPL-Calt
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Sequência de imagens mostra o efeito do ultrassom na eliminação dos vírus. Scientific Reports O ultrassom, tão utilizado no dia a dia para fazer exames de ...
Sequência de imagens mostra o efeito do ultrassom na eliminação dos vírus. Scientific Reports O ultrassom, tão utilizado no dia a dia para fazer exames de rotina, pode também ser uma alternativa para destruir vírus responsáveis por infecções como gripe e Covid-19. Isso é o que descobriu um grupo de pesquisadores da USP em um novo estudo publicado na revista científica "Scientific Reports". ➡️O método, chamado de ressonância acústica, provoca alterações estruturais nas partículas virais até sua ruptura e inativação. VEJA TAMBÉM: Veja os vídeos que estão em alta no g1 Odemir Martinez Bruno, professor do Instituto de Física de São Carlos da USP e coordenador do estudo, brinca que a técnica é como "eliminar o vírus no grito". Ele explica que a forma mais simples de ilustrar esse fenômeno de ressonância é o exemplo de quebrar uma taça de cristal com um violino. "O violino produz um som que vibra na mesma frequência da taça e ela quebra", exemplifica. Ele pondera que, apesar do princípio ser o mesmo, o processo no vírus não é tão simples de entender como no caso da taça. Isso porque o vírus é muito menor do que a onda acústica, o que na teoria impediria essa interação. "O fenômeno é totalmente geométrico. Partículas esféricas, como muitos vírus envelopados, absorvem melhor a energia das ondas de ultrassom. É esse acúmulo de energia no interior da partícula que causa as alterações na estrutura do envelope do vírus até a sua ruptura", detalha. LEIA TAMBÉM: Solidão faz mal ao coração: estudo revela que efeitos negativos vão além da saúde mental Produtos 'mata-germes' podem alimentar resistência antimicrobiana, alertam cientistas No estudo, o grupo observou que a energia das ondas sonoras provoca uma mudança nas partículas do vírus, a ponto de gerar uma explosão. "Várias partes do vírus são afetadas. Ele pode ser atacado por completo e ser totalmente fragmentado, ficar em partes ou apenas ter a forma alterada e ser inativado. [...] No trabalho publicado, mostramos o exemplo de fragmentação total e parcial, conhecida como efeito pipoca", detalha o pesquisador. De acordo com os pesquisadores, a descoberta é promissora e pode abrir caminho para um novo tipo de tratamento contra infecções virais. Combate inovador contra vírus A destruição ou degradação da estrutura do vírus por meio do ultrassom, testada na pesquisa, surge como uma nova técnica de combate a infecções. Na pesquisa, foram utilizados os vírus da Covid-19 e o H1N1, vírus da gripe. Mas a equipe já realiza testes in vitro com outros tipos de doença, como dengue, chikungunya e zika. Odemir detalha que o grupo ainda estuda como controlar a onda para diferentes tipos de danos aos distintos tipos de vírus. Mas a técnica surge como uma alternativa a métodos de combate a doenças virais. "Os tratamentos contra vírus usam fármacos, ou seja, partem de um fenômeno químico. Esta pesquisa abre uma nova perspectiva para o tratamento de infecções, uma vez que estamos usando mecanismos físicos ao invés dos químicos", compara. O mecanismo é completamente diferente do habitual para a medicina combater doenças e, sendo assim, tem um potencial enorme para a saúde humana. Próximos passos A pesquisa foi realizada com vírus in vitro, ou seja, fora de um organismo vivo, em ambiente controlado, mas já com todo suporto para terapia e com regulamentação de ondas para uso em humanos. O professor pondera que o grupo ainda está estudando mais a fundo o fenômeno e ainda há muita parte teórica para ser compreendida. Apesar disso, já há avanços para a fase de organoides, isto é, com testes em células humanas cultivadas em laboratório. "Após a fase de experimentos com organoides humanos em laboratório, a pesquisa poderá seguir para modelos animais, bem como para testes clínicos humanos", projeta. Um ponto extremamente positiva é que as ondas utilizadas já foram aprovadas pelos órgãos internacionais de saúde e não são nocivas as células humanas.