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De incêndio em Macapá à guerra na Ucrânia: g1 AP relembra coberturas marcantes nos 13 anos do portal
Relembre coberturas marcantes do g1 Amapá no aniversário de 13 anos do portal.
Reprodução
O g1 Amapá completou 13 anos no domingo (7). Ao longo desse perí...
08/06/2026 11:14
De incêndio em Macapá à guerra na Ucrânia: g1 AP relembra coberturas marcantes nos 13 anos do portal (Foto: Reprodução)
Relembre coberturas marcantes do g1 Amapá no aniversário de 13 anos do portal.
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O g1 Amapá completou 13 anos no domingo (7). Ao longo desse período, a equipe acompanhou acontecimentos que marcaram a história do estado, como o incêndio no bairro Perpétuo Socorro, a pandemia de Covid-19, o apagão histórico, entre outros fatos de grande repercussão.
Para celebrar a data, o portal relembra algumas das coberturas mais importantes realizadas ao longo dos anos, que ajudaram a informar a população e a registrar momentos que ficaram na memória dos amapaenses.
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Naufrágio no Círio Fluvial
Em 12 de outubro de 2013, uma embarcação naufragou durante o Círio Fluvial, evento que faz parte da programação do Círio de Nazaré, em Macapá. A tragédia deixou 18 mortos.
O barco transportava 64 pessoas, embora tivesse capacidade para apenas 40 passageiros.
Segundo as investigações, a superlotação foi a principal causa do acidente. Também foi constatado que havia apenas 50 coletes salva-vidas a bordo, quantidade insuficiente para todos os ocupantes.
Naufrágio deixa 12 mortos durante círio no Amapá
Incêndio no bairro Perpétuo Socorro
Um incêndio de grandes proporções atingiu uma área de pontes no bairro Perpétuo Socorro, na Zona Leste de Macapá, em 23 de outubro de 2013.
As chamas destruíram cerca de 250 casas e mobilizaram equipes do Corpo de Bombeiros desde as primeiras horas da tarde naquele dia. O incêndio deixou 700 pessoas desabrigadas e outras 1.245 desalojadas.
Segundo relatos de moradores à época, as chamas teriam começado após uma discussão entre vizinhos. A suspeita era de que um dos envolvidos teria ateado fogo na casa do outro, provocando o incêndio.
Incêndio fora de controle destrói dezenas de casas em Macapá
Naufrágio do Anna Karoline 3
O navio de médio porte Anna Karoline 3, que saiu de Santana (AP) com destino a Santarém, no Pará, naufragou na madrugada do dia 29 de fevereiro de 2020.
O acidente deixou 42 mortos, 51 sobreviventes e ainda 2 desaparecidos.
De acordo com a investigação, a embarcação levava 170 toneladas de produtos, mais do que o dobro da capacidade, sem autorização para fazer esse transporte junto com passageiros.
Além disso, a rota não era autorizada pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ).
Barco de passageiros afunda no Amapá e deixa três mortos
Pandemia de Covid-19
A pandemia de Covid-19 também marcou a cobertura g1 Amapá. O primeiro caso da doença no estado foi confirmado em 20 de março de 2020. A paciente era uma mulher de 36 anos, moradora de Macapá, que havia retornado de Belém e apresentou sintomas da doença.
No mesmo dia, o governo do Estado e a prefeitura de Macapá anunciaram medidas para reduzir a circulação de pessoas e evitar aglomerações.
Com o avanço dos casos, o governo decretou lockdown em maio daquele ano. A circulação nas ruas ficou restrita a trabalhadores de serviços essenciais e pessoas em situações de emergência.
Também foram implantadas barreiras sanitárias, controle de veículos e restrições ao acesso de praças e parques.
Em janeiro de 2021, o Amapá recebeu as primeiras 31 mil doses da CoronaVac, vacina desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac. A imunização começou pelos grupos prioritários definidos pelas autoridades de saúde.
Segundo dados do Ministério da Saúde, o Amapá registrou 194.518 casos de Covid-19 desde o início da pandemia. A doença causou 2.178 mortes no estado.
Governo do Amapá confirma 1º caso de coronavírus; paciente é de Macapá
Apagão histórico
No dia 3 de novembro de 2020 durante a pandemia de Covid-19, um incêndio em um transformador da subestação de Macapá provocou um apagão que deixou 13 dos 16 municípios do Amapá sem energia elétrica. O fornecimento foi interrompido de forma abrupta e afetou cerca de 90% da população do estado.
No dia seguinte, 4 de novembro de 2020, o governo estadual decretou situação de emergência por 30 dias.
Durante esse período, a população enfrentou rodízio de energia, falta d’água e prejuízos no comércio. Hospitais passaram a depender de geradores para manter serviços essenciais, e houve risco de perda de vacinas contra a Covid-19.
O fornecimento só foi totalmente restabelecido em 25 de novembro de 2020, após 22 dias de crise. Relatórios da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) apontaram falhas graves na estrutura da subestação, incluindo a ausência de sistema de prevenção de incêndios.
A transmissora Linhas de Macapá Transmissora de Energia (LMTE) foi multada em R$ 3,6 milhões, e o Operador Nacional do Sistema (ONS) também foi responsabilizado.
Durante o apagão, o governo federal enviou geradores para Macapá e liberou R$ 80 milhões para bancar a isenção da conta de luz dos moradores afetados. O episódio ficou marcado como um dos maiores apagões da história recente do Brasil, agravado pelo contexto da pandemia de Covid-19.
Aneel concluiu que falhas em subestação provocaram o apagão de 3 semanas no Amapá
Chacina na Amazônia
A chacina que deixou oito garimpeiros mortos aconteceu no dia 11 de agosto de 2025, em uma área de garimpo ilegal na divisa entre Laranjal do Jari (AP) e Almeirim (PA).
O grupo foi atacado a tiros enquanto negociava terras para exploração de ouro. Os corpos foram encontrados na mata e no rio Jari, alguns com sinais de execução, e duas caminhonetes usadas pelos garimpeiros foram incendiadas. Apenas um sobrevivente conseguiu escapar.
A Polícia Civil do Amapá levantou a hipótese de que as vítimas tenham sido confundidas com criminosos que haviam roubado ouro na região dias antes.
No dia 12 de agosto, sete agentes de segurança, sendo cinco policiais militares, um guarda civil e um garimpeiro, foram presos suspeitos de participação no crime. Em 16 de agosto, José Edno Alves de Oliveira, conhecido como “Marujo”, foi preso no Distrito Federal acusado de ser o mandante da chacina.
Polícia investiga chacina entre Amapá e Pará que deixou 8 garimpeiros mortos
Jovens mortos em operação da PM
No dia 4 de maio de 2026, 7 pessoas morreram durante uma operação da Polícia Militar no conjunto habitacional Anníbal Barcelos, localizado na Zona Norte de Macapá. A ação ocorreu durante a madrugada e resultou em múltiplas vítimas, todas do sexo masculino, a maioria jovens.
De acordo com informações divulgadas, quase todos os envolvidos já tinham passagem pela polícia, o que aumentou a repercussão do caso.
Após o episódio, a Polícia Civil abriu um inquérito para investigar as circunstâncias das mortes e apurar responsabilidades.
Governo decide pelo afastamento de pms envolvidos na ação que deixou 7 mortos
Garimpo em área de preservação
No dia 19 de fevereiro de 2024, o Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (Iepé) divulgou que os garimpos ilegais cresceram 304% em apenas um ano dentro do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, no Amapá. A área devastada equivale a 170 campos de futebol.
O levantamento mostrou que, entre 2020 e 2023, o crescimento da atividade garimpeira na região foi de 174%.
O maior garimpo da área é o de Lourenço, localizado no município de Calçoene, a cerca de 374 quilômetros de Macapá. Apesar de ser uma atividade legalizada no distrito, a exploração avançou para dentro da unidade de conservação e não parou mais.
Segundo o Iepé, para se obter 1 quilo de ouro são necessários 2,6 quilos de mercúrio, o que gera sérios impactos ambientais.
O Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque foi criado em 2002 e possui 3,8 milhões de hectares, sendo a maior unidade de proteção integral do Brasil e uma das maiores do mundo
Imagens de satélite mostram áreas de garimpo dentro do Parque Montanhas do Tumucumaque
Amapaenses na Ucrânia
Dois militares que iniciaram a carreira no Amapá e atuaram na guerra entre Rússia e Ucrânia. O sargento Anthonny Kellsons Nascimento da Silva, conhecido como “Nascimento”, e os ex-militares brasileiros Rendli Mateus, de 30 anos, e Thony Yankee, de 34 anos, integraram tropas ucranianas e participam de missões em áreas de combate.
Anthonny Nascimento deixou o estado e hoje atua em uma unidade de elite ligada ao serviço de inteligência da Ucrânia. Ele relata ter passado 23 dias na linha de frente em operações de infiltração, resgate e sabotagem.
Rendli e Thony começaram a trajetória militar no 34º Batalhão de Infantaria de Selva, no Amapá, e passaram a atuar neste ano nas forças ucranianas em Kiev.
A guerra entre Rússia e Ucrânia começou em 2022 e é considerada o conflito mais letal em território europeu desde a Segunda Guerra Mundial.
Militares amapaenses na Ucrânia
Divulgação/Thony Yankee/Rendli Mateus
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