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Como curso nacional e gratuito quer formar mulheres para combater violência de gênero (Foto: Reprodução)

Violência contra a mulher é problema histórico, cultural e estrutural na sociedade Reprodução/TV Cabo Branco Uma iniciativa que começou em Hortolândia (SP) está sendo ampliada para todo o país com o objetivo de formar mulheres para reconhecer situações de violência e fortalecer redes de proteção. O projeto oferece um curso gratuito sobre direitos das mulheres e deve capacitar mais de 1,5 mil participantes em diferentes regiões do Brasil. A proposta surgiu a partir de uma experiência realizada no campus Hortolândia do Instituto Federal de São Paulo (IFSP), em parceria com o movimento de Promotoras Legais Populares (PLPs), um coletivo que atua na defesa dos direitos das mulheres e na formação de redes de apoio. Segundo Caroline Jango, diretora-geral do campus Hortolândia do IFSP e coordenadora nacional da iniciativa, o curso começou como uma ação de extensão e já formou quatro turmas na região. A avaliação positiva levou à proposta de ampliar o projeto. “Essa experiência foi tão interessante e teve impactos tão positivos que eu, em diálogo com essas PLPs, apresentei uma proposta ao Ministério da Mulher para que essa iniciativa pudesse ser ampliada em outros municípios do estado de São Paulo”, conta. A ideia acabou ganhando escala maior. De acordo com Jango, o Ministério das Mulheres avaliou que a proposta poderia ser implementada em nível nacional, aproveitando a presença dos institutos federais em diferentes regiões do país. O programa acaba de ser lançado e está na fase de seleção das 114 formadoras que irão conduzir as atividades. Cada uma delas vai receber bolsa de R$ 850 mensais para dedicar oito horas semanais ao projeto. As inscrições estão abertas até 22 de março. “As formadoras serão prioritariamente promotoras legais populares formadas e atuantes, e no caso de não existir essa figura, mulheres que são atuantes em movimentos sociais de defesa da mulher, movimentos populares, que possam, então, conduzir essa formação”, detalha. Ao todo, serão oferecidas 38 turmas de formação em diferentes regiões do país ao longo de 2026, com 40 mulheres inscritas cada. O que é feminicídio? Formação e rede de apoio Embora exista uma estrutura comum, o conteúdo pode ser adaptado às realidades locais. O objetivo é que as participantes consigam reconhecer situações de violência e disseminar informações nas próprias comunidades. Segundo o Ministério da Mulher, a formação será baseada em metodologias de educação popular, com oficinas, rodas de conversa, palestras interativas, estudos de caso e ações comunitárias. ♀️ Entre os temas abordados estão: direitos humanos Lei Maria da Penha violência de gênero saúde da mulher direitos sexuais e reprodutivos racismo estrutural direitos trabalhistas funcionamento das políticas públicas de atendimento “[O objetivo é] Que elas reconheçam os direitos que elas têm, que elas tenham assegurado, que elas consigam reconhecer esses direitos, identificar situações de violência, compreender esses mecanismos jurídicos de proteção de reparação”, diz Jango. Seleção das participantes A seleção das participantes das turmas deve ocorrer em abril, com início das aulas previsto para maio, informou o Ministério das Mulheres. As interessadas precisarão preencher um formulário e declarar interesse em participar ou informar situação de vulnerabilidade social. Cada turma terá 40 vagas. Dessas, 30 serão destinadas a mulheres em situação de vulnerabilidade social, seja socioeconômica ou relacionada à violência. Essas participantes receberão uma bolsa mensal de R$ 300 durante a formação. As outras dez vagas serão de ampla concorrência. O processo também prevê reserva de vagas para mulheres negras, indígenas e pessoas com deficiência. Além das inscrições abertas, o projeto pretende realizar ações de busca ativa para alcançar mulheres em situação de vulnerabilidade. “A gente sempre faz as buscas ativas, ou seja, no momento que a gente lança o edital, a gente faz sempre um diálogo com os CRAs para que essa informação chegue até as mulheres normalmente em situação de vulnerabilidade”, afirma a coordenadora. Instituto Federal de São Paulo (IFSP), campus Hortolândia Reginaldo Prado VÍDEOS: tudo sobre Campinas e região Veja mais notícias sobre a região no g1 Campinas

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